MATO GROSSO DO SUL, segunda-feira, 19 de novembro de 2018 - BOA TARDE!   
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MANOEL DE BARROS

   Atualmente vaga, a Cadeira nº 1 da ASL foi ocupada até 13/11/2014 pelo poeta Manoel de Barros (biografia abaixo):
   MANOEL Wenceslau Leite DE BARROS nasceu em Cuiabá/MT, em 19 de dezembro de 1916, e bem cedo foi viver em Corumbá, e posteriormente Campo Grande. Faleceu na manhã de 13/11/2014, em Campo Grande/MS.
    Estudou no Rio de Janeiro, onde se formou em Direito.
    Morou também em países do exterior.
    Reside em Campo Grande/MS.
    Manoel de Barros é poeta que pertence cronologicamente à geração de 45.
    Publicou seu primeiro livro em 1937 ("Poemas concebidos sem pecado").
    Deixou as Obras:
    • Poemas concebidos sem pecado
    • Face imóvel
    • Poesias
    • Compêndio para uso dos pássaros
    • Gramática expositiva do chão
    • Matéria de poesia
    • Arranjos para assobio
    • Livro de pré-coisas
    • O guardador das águas
    • Gramática expositiva do chão: Poesia quase toda
    • Concerto a céu aberto para solos de aves
    • O livro das ignorãças
    • Livro sobre nada
    • Retrato do artista quando coisa
    • Ensaios fotográficos
    • Exercícios de ser criança
    • Encantador de palavras - Edição portuguesa
    • O fazedor de amanhecer
    • Tratado geral das grandezas do ínfimo
    • Águas
    • Para encontrar o azul eu uso pássaros
    • Cantigas para um passarinho à toa
    • Les paroles sans limite - Edição francesa
    • Todo lo que no invento es falso - Antologia na Espanha
    • Poemas Rupestres
    • Memórias inventadas I
    • Memórias inventadas II
    • Memórias inventadas III
    • Menino do Mato
    • Poesia Completa
    • Escritos em verbal de ave
    Sua obra tem sido objeto de teses, ensaios, filmes, peças de teatro e vídeos.
    Falando sobre o poeta, a escritora e acadêmica Maria da Glória Sá Rosa disse que “definições de poesia existem inúmeras. Nenhuma tão apropriada, tão definitiva como ‘poesia é voar fora da asa’, com que Manoel de Barros nos brinda em ‘O Livro das ignorãças’, publicado em 1993. Até hoje não me lembro de alguém que tenha condensado de forma tão perfeita o mistério, o encantamento, as ilimitadas possibilidades do fazer poético em frase tão reduzida. Principalmente a liberdade de criar e tornar infinitas as coisas mais insignificantes e perecíveis”.
    Já o poeta e acadêmico Rubenio Marcelo afirmou: “Manoel de Barros sempre renegou a mesmice. Rompendo conceitos, ‘voando fora da asa’, celebrando o potencial das ‘coisas desimportantes’ e buscando o legítimo ‘criançamento das palavras’, ele inseriu, com a naturalidade do seu estro e estilo ímpar, uma linguagem nova (deveras diferenciada) e um pendor estético marcante”.
    Premiações:
    1960 - Prêmio Orlando Dantas - Diário de Notícias, com o livro Compêndio para uso dos pássaros; 1966 - Prêmio Nacional de poesias, com o livro Gramática expositiva do chão; 1969 - Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal, com o livro Gramática expositiva do chão; 1989 - Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria Poesia, como o livro O guardador de águas; 1990 - Prêmio Jacaré de Prata da Secretaria de Cultura de Mato Grosso do Sul como melhor escritor do ano; 1996 - Prêmio Alfonso Guimarães da Biblioteca Nacional, com o livro Livro das ignorãnças; 1997 - Prêmio Nestlé de Poesia, com o livro Livro sobre nada; 1998 - Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura, pelo conjunto da obra; 2000 - Prêmio Odilo Costa Filho - Fundação do Livro Infanto Juvenil, com o livro Exercício de ser criança; 2000 - Prêmio Academia Brasileira de Letras, com o livro Exercício de ser criança; 2002 - Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria livro de ficção, com O fazedor de amanhecer; 2005 - Prêmio APCA 2004 de melhor poesia, com o livro Poemas rupestres; 2006 - Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira, com o livro Poemas rupestres. Recentemente foi premiado pela ABL - na categoria poesias dos Prêmios Literários de 2012 – pelo seu livro “Escritos em verbal de ave”.
    A seguir, o último poema escrito por Manoel de Barros:
    A TURMA
    A gente foi criado no ermo igual ser pedra.
    Nossa voz tinha nível de fonte.
    A gente passeava nas origens.
    Bernardo conversava pedrinhas com as rãs de tarde.
    Sebastião fez um martelo de pregar água na parede.
    A gente não sabia botar comportamento
    nas palavras.
    Para nós obedecer a desordem das falas
    infantis gerava mais poesia do que obedecer as regras gramaticais.
    Bernardo fez um ferro de engomar gelo.
    Eu gostava das águas indormidas.
    A gente queria encontrar a raiz das palavras.
    Vimos um afeto de aves no olhar de Bernardo.
    Logo vimos um sapo com olhar de árvore!
    Ele queria mudar a Natureza?
    Vimos depois um lagarto de olhos garços
    beijar as pernas da Manhã!
    Ele queria mudar a Natureza?
    Mas o que nós queríamos
    é que a nossa palavra poemasse.
    _____________________________________
   
    • A Cadeira nº 1 da ASL - atualmente vaga - foi ocupada anteriormente por Antônio Lopes Lins e Hernâni Donato.

   

 
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