MATO GROSSO DO SUL, sexta-feira, 16 de novembro de 2018 - BOM DIA!   
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» ARTIGO

(25/03/2016)


O QUE MATO GROSSO TEM DE BOM

   ® EDUARDO MAHON -(membro efetivo da AML e membro correspondente da ASL)
   
    Pouca gente lê. Menos gente ainda lê bem. Até aí, nenhuma novidade. Ainda assim, há vida inteligente em Mato Grosso. São os resistentes, os teimosos. Com o apoio das duas maiores editoras – Carlini e Caniato e Entrelinhas – os autores insistem na produção literária. A Academia Mato-grossense de Letras deu uma enorme contribuição, ao acolher e consagrar dez novos escritores e facilitar o lançamento de muitos autores novos ou já veteranos. Esse movimento de renovação também foi incentivado pelo prêmio literário promovido pela SEC, patrocinando novas publicações. Ao que tudo indica, a Unemat vai se somar ao esforço a exigir dos vestibulandos a leitura de obras mato-grossenses. A SEDUC sinaliza para a aquisição de livros selecionados por uma comissão especial a fim de distribuir nas escolas mato-grossenses. Formou-se um polígono literário virtuoso: editoras, academia, universidade e poder público. É apenas o começo.
    Os últimos lançamentos dão a dimensão do trabalho. Precisamos de estratégias criativas, apoio público e privado. Muita coisa é digna de nota. O nonagenário escritor João Antônio Neto trouxe ‘Banquete de Palavras’, uma trilogia formada pelo livro homônimo, por ‘Palavras Grávidas’ e ‘Revelação das Palavras’. O imortal Benedito Pedro Dorileo relançou ‘Egéria Cuiabana’, recheado de partituras, fotografias, cartas e outros registros da personalidade Zulmira Canavarros. Sebastião Carlos Gomes de Carvalho marcou a história da pesquisa literária com ‘Dicionário de Termos e Expressões Mato-grossenses’.
    Os acadêmicos não pararam por aí. Há muito mais. Marta Cocco nos brinda com ‘Mitocrítica e Poesia’, além da expectativa pelo lançamento do primeiro livro de contos ‘Não Presta para Nada’. Lucinda Persona, já reconhecida nacionalmente, presenteou o público com ‘Entre uma noite e outra’. Ivens Cuiabano Scaff, após o sucesso de ‘Mil Mangueiras’ e ‘Kyvaverá’, lançará proximamente ‘O amor são asas de Ícaro’. Elizabeth Madureira, depois de lançar dezenas de títulos, é coautora de uma das mais expressivas coleções históricas nacionais, cuja temática é a contribuição científica da Comissão Rondon. Cristina Campos, lançou ‘O Linguajar Cuiabano’ e atualmente foi responsável pelo CD Antologia Poética Mato-grossense, hospedado no sítio virtual da AML (www.academiadeletrasmt.com.br).
    Citamos, ainda, os conhecidos escritores de grande qualidade que continuam iluminando o público mato-grossense: Aclyse de Matos com ‘Festa’, Marli Walker, ‘Apesar do Amor’, Marilza Ribeiro com ‘As Aves e os Poetas ainda Cantam’, João Bosquo, com ‘Imitações de Sonetos’, Santiago Vilella Marques, depois do grande sucesso com ‘Selvagem’, vem a público com o novo livro de contos ‘Os Sósias’. Alexandre Tarelow trouxe ‘Recomendações de Anchieta’, Regina Pena surpreende com o sucesso de ‘Voo Solo’. Há também Ramon Barbosa Franco com ‘A Próxima Colombina’ e ‘Contos do Japim’, Stefanie Medeiros com o primeiro romance ‘O Último Verso’, Mateus Barreto, com o livro ‘É’, e Rui Matos estreia com o premiado ‘Agnus Dei – No Mar de Água Doce’. Finalmente, não esqueçamos da iniciativa de Clóvis Matos ao levar a experiência da leitura por todo o “continente” mato-grossense e de outros excelentes autores como Klaus Henrique Santos, Paulo Sesar Pimentel, Letícia Lobo, Lorenzo Falcão, Ivan Belém, Evaldo de Barros, Roberto Boaventura, Maria Lygia Borges Garcia.
    Quero registrar a Revista Lume Mato Grosso (do acadêmico João Carlos Vicente Ferreira), o Almanaque Cuiabá de Cultura (do jornalista Benjamin Franklin) e o site Varanda Cuiabana (do acadêmico Pedro Rocha Jucá), três iniciativas incríveis no meio cultural, além do site da própria Academia e da Revista da AML que, de forma inédita, foi composta por três volumes de discursos acadêmicos, sob a coordenação de Elizabeth Madureira e Agnaldo Rodrigues da Silva. Temos grandes obras, grandes autores. Os livros precisam da mesma atenção que a soja e o gado. Estratégias de massificação interna em feiras literárias e de projeção externa com o lobby junto aos críticos nacionais devem ser pensadas em conjunto, no diálogo entre editoras regionais, Academia Mato-grossense de Letras, universidades e Governo do Estado. Caminhamos muito nos últimos dois anos, uns estimulando os outros. Estamos prontos para mais. Temos musculatura, temos vontade, temos intelecto. Precisamos correr para não perder o encontro dessa fantástica geração de autores com a juventude.
   


Autor: EDUARDO MAHON - MEMBRO CORRESPONDENTE DA ASL
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