“Cabe deixar um legado às gerações futuras, transformando-lhes os espíritos, tornando-os agentes contra a impassibilidade e autores críticos, engajados, entusiasmados na paixão pela palavra”, afirmou em seu discurso Ana Maria Bernardelli, a nova imortal empossada em solenidade na noite de 15 de fevereiro na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. Professora, ensaísta e escritora, Ana Maria Bernardelli assumiu a Cadeira nº 27 da ASL, em diplomação em sessão solene realizada na sede da ASL – considerada a mais alta e representativa entidade literária e cultural do Estado -. Ana Maria Bernardelli assumiu a cadeira pertencente anteriormente à escritora Lélia Rita Figueiredo Ribeiro, falecida em agosto de 2020.

Ana Bernardelli recebe seu colar acadêmico de Ileides Muller e Samuel Medeiros

A nova acadêmica destacou durante seu pronunciamento que “a comunhão dos antigos e novos acadêmicos é a melhor estratégia para a excelência das academias”. Ana Maria fA nova acadêmica destacou durante seu pronunciamento que “a comunhão dos antigos e novos acadêmicos é a melhor estratégia para a excelência das academias”. Segundo ela, “ser acolhida na ASL além de intensa emoção e honra, é uma confirmação de pertencimento a uma família que há meio século mantém viva a cultura que nos denomina e nos consolida na identidade sul-mato grossense”. Ana Maria foi saudada em nome da ASL pelo escritor e acadêmico Rubenio Marcelo, que em seu discurso definiu as nuanças do imaginário poético da nova acadêmica como “as palavras como criaturas íntimas do seu modus vivendi… e, assim, com elas dialoga nas alamedas de inusitadas imagens, renomeando códigos da existência, ao tempo em que concilia a transitoriedade do cotidiano, recriando novos entrelugares de intuições nas sendas fecundas da linguagem”.

O escritor e acadêmico Rubenio Marcelo fez a saudação pela ASL à nova acadêmica
O acadêmico Rubenio Marcelo e a empossanda Ana Maria Bernardelli

Para Rubenio Marcelo, “Há também forte dosagem metalinguística, bem como diálogos intertextuais na obra poética de Ana Maria, quer de maneira um tanto ostensiva, quer nas entrelinhas dos versos e no vão das palavras.  Como sabemos, esta inclinação natural pelas vias da intertextualidade é uma característica peculiar dos poetas ensaístas, que utilizam seus conhecimentos de literatura comparada e da arte em geral para, com desvelo, realçar novas direções em textos autorais, à luz de fontes e contextos estéticos modelares.”

O presidente da ASL, Henrique de Medeiros, ressaltou a renovação da ASL com a chegada de novos acadêmicos
O secretário-geral da ASL, Valmir Batista Corrêa, nos procedimentos das assinaturas de posse

A importância do ingresso da nova Acadêmica na ASL foi destacada pelo presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, o escritor e publicitário Henrique Alberto de Medeiros Filho, que ressaltou o reconhecimento ao seu trabalho educacional e literário. A solenidade de posse foi conduzida pelo secretário-geral da ASL, Valmir Batista Corrêa, e o presidente Henrique de Medeiros – que explicou que a escolha do nome de Ana Bernardelli representou a maioria dos votos entre os acadêmicos que compõem a entidade.

A pauta cultural da posse teve apresentação de Lenilde Ramos, que além de escritora e ocupante da cadeira 31 da ASL, é referência musical sul-mato-grossense, sendo consagrada intérprete e instrumentista com habilidade em piano, acordeon e violão.

Ana Maria Bernardelli citou a importância da ASL na Cultura de MS

A nova imortal – Residente em Campo Grande, Ana Maria Bernardelli é Graduada em Letras, sendo professora especialista em Literatura Brasileira e Portuguesa, atuando por mais de 40 anos como professora de Literatura e Produção Textual. É natural de São José do Barreiro, São Paulo, e reside há décadas em Campo Grande-MS. Participou de inúmeros congressos de educação, sempre com ênfase à valorização da Leitura e da Escrita. Nos setores privado e público, desenvolveu trabalhos de Assessoria e Consultoria em Língua Portuguesa no Estado de São Paulo e em Campo Grande/MS. Além de sua graduação em Letras pela Faculdade da Instituição Toledo de Ensino, Presidente Prudente-SP, é graduada pela Université de Nancy II, da França, em Langue et Littérature Francaises, bem como cursou Ciências Sociais e também Linguística, pela Unesp. Participou da FLIB em 2017 e 2021. É ainda professora de piano clássico, sendo graduada pelo Conservatório Municipal Dramático e Musical – Presidente Prudente, e certificação pelo Centro de Artes, do Rio de Janeiro. Quanto às suas publicações, publicou a coletânea Poemas gota a gota; foi responsável pelo lançamento de Antologias em prosa e verso, e em parceria com Fábio Gondim publicou 101 Reinvenções, uma Antologia de 101 poetas do Mato Grosso do sul, com poemas inspirados na poética de Manoel de Barros; Prosas e Segredos da Morena, uma coletânea de contos baseados em Campo Grande; e 101 Reinvençõezinhas – antologia de poemas infantis. Publicou a coletânea Era uma Vez – Histórias Infantis em prosa e verso e seu livro de poemas Na Trilha das Formigas. Tem inúmeras publicações de ensaios críticos em revistas e jornais.

Alguns Acadêmicos reunidos na posse de Ana Maria Bernardelli

Sobre a ASL – A Academia Sul-Mato-Grossense e Letras foi fundada no dia 30 de outubro de 1971, e está comemorando este ano seu Cinquentenário. Tem marcante atuação na defesa da língua portuguesa e cultivo da arte literária e todas as expressões artísticas, incentivando as culturas nacional e estadual. É uma das casas culturais de maior representação no cenário sul-mato-grossense, reunindo os maiores escritores e expoentes voltados à educação e cultura de Mato Grosso Sul. Maiores informações sobre a ASL e seus acadêmicos podem ser lidas no site www.acletrasms.org.br . Os atuais membros da ASL são: Abrão Razuk; Altevir Soares Alencar; Américo Ferreira Calheiros; Ana Maria Bernardelli; Antonio João Hugo Rodrigues; Augusto César Proença; Elizabeth Fonseca; Emmanuel Marinho; Enilda Mougenot Pires; Francisco Leal de Queiroz; Geraldo Ramon Pereira; Guimarães Rocha; Henrique Alberto de Medeiros Filho; Humberto Espíndola; Ileides Muller; José Couto Vieira Pontes; José Pedro Frazão; Lenilde Ramos; Lucilene Machado Garcia Arf; Maria Adélia Menegazzo; Marisa Serrano; Orlando Antunes Batista; Oswaldo Barbosa Almeida; Paulo Corrêa de Oliveira; Paulo Sérgio Nolasco dos Santos; Paulo Tadeu Haendchen; Pe. Afonso de Castro; Pedro Chaves dos Santos Filho; Raquel Naveira; Reginaldo Alves de Araújo; Renato Toniasso; Rubenio Marcelo; Samuel Xavier Medeiros; Theresa Hilcar e Valmir Batista Corrêa.

O escritor e artista plástico Humberto Espíndola foi empossado pela Academia Sul-Mato-Grossense de Letras como novo integrante entre os imortalizados pela literatura. Sua diplomação foi em sessão solene realizada na noite de 16 de dezembro na sede da ASL, considerada a mais alta e representativa entidade literária e cultural do Estado. Humberto Espíndola passa a ocupar a Cadeira nº 38, em sucessão ao acadêmico, escritor e ex-governador Wilson Barbosa Martins, falecido em fevereiro de 2016.

Para o acadêmico empossado, a consciência da importância da arte em sua vida se deu “quando fui morar em Curitiba para cursar Jornalismo na Universidade Católica do Paraná. Já formado, retornei a Campo Grande em 1965, trazendo na bagagem vivências com poesia, teatro e pintura”. Segundo Espíndola, seus irmãos “fortaleceram meus laços genéticos com a arte, desafiando-me a compor, a cantar e a enfrentar o palco. Hoje estão aqui, compartilhando comigo esse momento especial, cada um com suas histórias, sua fantástica produção artística. Esse título de ‘imortal’ que recebo da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras simbolicamente pertence a todos os meus irmãos: Valquíria, Sérgio, Geraldo, Tetê, Celito, Alzira, Jerry, Tania e Franklin”.

Humberto Espíndola foi saudado pela acadêmica Raquel Naveira; em seu pronunciamento, ela destacou o lado poeta de Humberto, que “despontou no livro Pintura e Verso”. Segundo Raquel, “quando jovem, Humberto já havia publicado poemas em periódicos de Curitiba, participado no Teatro Guaíra da Noite da Poesia Paranaense e agora, na outra ponta da vida, o poeta aflorou com a força da memória, da inventividade madura, do balanço de uma arte depurada por décadas”.

O presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, o escritor e publicitário Henrique Alberto de Medeiros Filho, ressaltou a relevância do novo acadêmico no que diz respeito à Cultura de Mato Grosso do Sul e mesmo do país, e destacou que a posse na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras é um reconhecimento à sua obra de vida e literária. A solenidade de posse foi conduzida pelo secretário-geral da ASL, Valmir Batista Corrêa, e o presidente Henrique de Medeiros – que comentou sobre a definição do nome de Humberto para a vaga na ASL, cuja escolha representou a maioria dos votos entre os acadêmicos que compõem a entidade – que conta com 40 cadeiras vitalícias, aos moldes da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Humberto Espíndola assina sua posse na ASL (foto Maurício Costa Jr)

Humberto Espíndola foi conduzido para sua posse por Lenilde Ramos e Rubenio Marcelo, ao som de berrantes e sinfônica. A solenidade contou também com a presença de imortais da Academia Mato-Grossense de Letras, os escritores Ernani Pedroso Calháo – representando a AML – e Eduardo Mahon – ex-presidente da AML e membro correspondente da ASL junto à AML -, que prestigiaram a solenidade da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras nesta posse de Humberto Espíndola.

Foi encaminhada e lida pelo cerimonial da Academia uma mensagem da classe artística, feita pelo cantor, compositor e artista Paulo Simões em nome da categoria, e cuja nota entre outras citações, eleva a atitude de Humberto Espíndola “como artista, desafiando a mentalidade da sociedade no que diz respeito a comportamentos. Por isso, compartilho com a classe artística a honra de contar com Humberto Espíndola na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, desejando a ele uma exitosa imortalidade artística”.

O novo imortal – Residente em Campo Grande, onde nasceu em 1943, Humberto Augusto Miranda Espíndola é escritor e artista plástico, primeiro Secretário Estadual de Cultura de MS (1987/90), detentor de relevantes prêmios culturais e artísticos. Autor do livro “Pintura e Verso” (Ed. Entrelinhas) e organizou o livro “MACP – Animação cultural e inventário do acervo do MACP da UFMT”, com Aline Figueiredo (Ed. Entrelinhas). Em 2019 foi agraciado pela UCDB e pela UFMS com o título de Doutor Honoris Causa, pelos relevantes serviços prestados à arte e à cultura. É formado em jornalismo pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica do Paraná. Também crítico de arte, é membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Representou o Brasil na 10ª e 11ª Bienal Internacional de SP (1969-1971), 2ª Bienal de Medellín (Colômbia, 1972), 36ª Bienal de Veneza (Itália, 1972), 1ª Bienal Ibero-americana (México, 1978), 1ª Bienal de Havana (Cuba, 1984) e 2ª Bienal de Cuenca (Equador, 1989). Suas obras integram acervos de museus e coleções no Brasil e no exterior. Foi Gestor artístico do Museu de Arte Contemporânea de MS, 2002/2005; Coordenador de Artes Plásticas do 1º, 2º e 3º Festival América do Sul, Corumbá/MS.

Humberto Espíndola recebe o colar acadêmico de Carlos Marques Medeiros (foto Maurício Costa Jr)

Sobre a ASL – A Academia Sul-Mato-Grossense e Letras foi fundada no dia 30 de outubro de 1971, comemorou este ano seu Cinquentenário. Com uma atuação marcante, é voltada à defesa da língua portuguesa e cultivo da arte literária e todas as expressões artísticas, zelando e incentivando as derivações da cultura nacional e estadual. Constitui uma das casas culturais de maior representação no cenário sul-mato-grossense, reunindo os maiores escritores de Mato Grosso Sul. Maiores informações sobre a ASL e seus acadêmicos encontram-se no site www.acletrasms.org.br .

O diploma acadêmico da ASL foi entregue a Humberto Espíndola pela sua irmã Alzira Espíndola (foto Maurício Costa Jr)

Os atuais membros da ASL são: Abrão Razuk; Altevir Soares Alencar; Américo Ferreira Calheiros; Antonio João Hugo Rodrigues; Augusto César Proença; Elizabeth Fonseca; Emmanuel Marinho; Enilda Mougenot Pires; Francisco Leal de Queiroz; Geraldo Ramon Pereira; Guimarães Rocha; Henrique Alberto de Medeiros Filho; Humberto Espíndola; Ileides Muller; José Couto Vieira Pontes; José Pedro Frazão; Lenilde Ramos; Lucilene Machado Garcia Arf; Maria Adélia Menegazzo; Marisa Serrano; Orlando Antunes Batista; Oswaldo Barbosa Almeida; Paulo Corrêa de Oliveira; Paulo Sérgio Nolasco dos Santos; Paulo Tadeu Haendchen; Pe. Afonso de Castro; Pedro Chaves dos Santos Filho; Raquel Naveira; Reginaldo Alves de Araújo; Renato Toniasso; Rubenio Marcelo; Samuel Xavier Medeiros; Theresa Hilcar e Valmir Batista Corrêa. Ana Maria Bernardelli foi eleita e aguarda solenidade de posse.

Assessoria da ASL

Durante o ano de seu Cinquentenário, a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras irá homenagear pessoas que ao longo dessas décadas contribuíram e tiveram destacada participação e presença no desenvolvimento da instituição. Durante a solenidade comemorativa dos seus cinquenta anos, foram entregues as primeiras homenagens a importantes amigos e partícipes desta Casa de Cultura. Para isso, a ASL teve a elaboração de uma estatueta produzida exclusivamente para a ocasião.

Sua criação foi inspirada na obra O Pensador (em francês, Le Penseur), uma das mais famosas do escultor francês Auguste Rodin. Retrata um homem em meditação soberba, lutando com uma poderosa força interna. Originalmente chamado de O Poeta, a peça era parte de uma comissão do Museu de Arte Decorativa em Paris para criar um portal monumental baseado na Divina Comédia, de Dante Alighieri. Cada uma das estátuas na peça representava um dos personagens principais do poema épico. O Pensador originalmente procurava retratar Dante em frente dos Portões do Inferno, ponderando seu grande poema. A escultura está nua porque Rodin queria uma figura heroica à la Michelangelo para representar o pensamento, assim como a poesia.

Baseado nesta filosofia e inserindo o livro em mãos de um pensador, essa estatueta comemorativa da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras foi criada pela Slogan Publicidade, através de seu designer gráfico Edmilson Luchese, e transformada em arte pelo amigo desta Academia, o escultor Marcos Rezende, autor também do busto em bronze de nosso fundador Ulysses Serra, que temos no hall de entrada desta Casa. Ao longo do ano e de nossas atividades, serão concedidas sequencialmente, a outras personalidades, a estatueta.

O Cinquentenário da ASL teve várias iniciativas comemorativas. Preservar a memória e imortalizar a história tem sido uma das metas da ASL. Assim, demarcando especialmente os seus 50 anos, aconteceu o lançamento oficial do Hino da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (Canção “Luz das Letras”), recém-criado pelos acadêmicos compositores: Rubenio Marcelo (autor da música) e Henrique Alberto de Medeiros Filho (autor da letra).

Nessa parceria, a obra enfocou os aspectos culturais e históricos da ASL, celebrando desde nomes de seus fundadores até a tradição e metas da entidade, tudo tendo a inspiração do dístico “Litterarum Lumen” (Luz das Letras) – que integra oficialmente o brasão da ASL.

A composição timbra sua proposital cadência e harmonia rítmica/musical com natural caracterização do moderno e fluência próprias dos desígnios da arte contemporânea – desarraigando-se do habitual ‘semblante militarizado/marcial’ costumeiramente empregado em obras do gênero -, e sem renunciar ao lírico, enaltecendo as vibrantes energias renovadoras do pensamento artístico e o engajamento necessário.

O Hino pode ser acessado na aba Hinos MS e ASL, neste site. Ou pelo link: HINO DA ASL – ACLETRAS (acletrasms.org.br)

“Aqui, as manifestações artísticas são muito bem-vindas”, afirmou o presidente da ASL – Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, Henrique de Medeiros, durante seu pronunciamento na comemoração do Cinquentenário da instituição, em solenidade realizada na sede em Campo Grande. Para ele, a ASL está sempre aberta para as pessoas que “compreendem que a leitura e o conhecimento forjam uma pessoa melhor. E isso se reflete nas sociedades que pretendemos e entendemos como necessitadas de evolução constante.”

Em evento que teve abertura do instrumentista e compositor Marcos Assunção; apresentação de minidocumentário sobre os 50 anos da Academia; lançamento de hino oficial da ASL; homenagem com estatueta criada para a ocasião a destacadas personalidades que tiveram importância para a instituição ao longo dessas décadas, a tônica da solenidade comemorativa foi o destaque da educação e cultura no fortalecimento do humanismo e do desenvolvimento da sociedade.

Para a vice-presidente da ASL, Marisa Serrano, “a Academia participa e contribui ativamente para a vida cultural sul-mato-grossense com suas atividades”. Segundo Marisa, os programas e eventos que compõem a agenda Literocultural da ASL fazem diferença no estímulo à produção cultural no Estado. Essa essência cultural ficou evidente no documentário comemorativo dos 50 anos da Academia, que deu grande enfoque ao aspecto educativo da Casa e teve apoio da Secretaria Estadual de Cidadania e Cultura e Fundação de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul.

A família do criador e fundador da ASL, Ulysses Serra, foi homenageada com a entrega da estatueta pelo acadêmico Samuel Xavier Medeiros a Ulisses Serra Neto.

HINO OFICIAL E BELAS ARTES

A poeta e acadêmica Raquel Naveira destacou que “a ASL busca, com suas ações dentro do cenário literário e das artes no Mato Grosso do Sul, fomentar o desenvolvimento das manifestações artísticas em geral”. Lembrou que a Academia foi pioneira no Estado em Campanha de Angariação e Distribuição de Livros, e criou Estante de Mato Grosso do Sul, com autores exclusivamente de nosso Estado.

O Hino-canção Oficial da Academia, “Luz das Letras”, foi recém-criado pelos acadêmicos compositores: Rubenio Marcelo (autor da música) e Henrique Alberto de Medeiros Filho (autor da letra). Nessa parceria, a obra enfoca os aspectos culturais e históricos da ASL, celebrando desde nomes de seus fundadores até a tradição e metas da entidade. A composição timbra sua proposital cadência e harmonia rítmica/musical com natural caracterização do moderno e fluência próprias dos desígnios da arte contemporânea – desarraigando-se, de acordo com Rubenio Marcelo, do habitual ‘semblante militarizado/marcial’ costumeiramente empregado em obras do gênero.

Membro da Diretoria da ASL, o acadêmico Samuel Xavier Medeiros destacou as disponibilizações dos Suplementos Culturais e Revistas da Academia, que estão liberados para acesso gratuito no site oficial acletrasms.org.br . “Essas publicações contribuem em muito para o conhecimento do que se produz em Mato Grosso do Sul através de sua literatura”, frisou o escritor. Américo Calheiros ressaltou a estatueta desenvolvida especialmente para o Cinquentenário, que adapta a escultura O Pensador, de Rodin, para adaptação com o livro – criada pela Slogan Publicidade através do designer Edmilson Luchese e transformada em arte pelas mãos do escultor Marcos Rezende -, destacando que ela resume a “força da leitura para o pensamento e a formação da personalidade das pessoas”.

ESTATUETAS E HOMENAGENS

As homenagens prestadas pela Academia honraram nomes que acompanharam e apoiaram ao longo dos anos a história da ASL. Foram homenageados os fundadores Ulysses Serra e Germano Barros de Souza in memoriam, através de suas famílias com a presença de Ulysses Serra Neto e Deborah Passarelli Barros de Souza, e José Couto Vieira Pontes – o único fundador a receber a estatueta em vida –.

O governador Reinaldo Azambuja – representado pelo Secretário de Estado de Cidadania e Cultura, João César Mattogrosso – e o ex-governador André Puccinelli foram homenageados e receberam as estatuetas, respectivamente, dos acadêmicos Marisa Serrano e Américo Calheiros. O IGHMS – Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul também foi laureado com a estatueta, bem como a educadora Reni Domingos dos Santos, que recebeu a homenagem pelas mãos do acadêmico Pedro Chaves dos Santos Filho.

Receberam homenagens ainda in memoriam Wilson Barbosa Martins e Inah Machado Metello, através de suas famílias. O Jornal Correio do Estado e o Prof. J. Barbosa Rodrigues também receberam a homenagem, e apoiadores da Academia: o Conselheiro Jerson Domingos, o engenheiro Jary Castro, Manfredo Alves Corrêa, Átila Teixeira Gomes e Sinval Martins de Araújo.

Fotos da solenidade podem ser acessadas pela aba Fotos, no menu principal: https://acletrasms.org.br/solenidade-do-cinquentenario-da-asl/

Nos eventos da Academia, as atividades sempre são iniciadas com uma apresentação cultural. Na noite da Cerimônia Comemorativa do Cinquentenário, teremos um momento musical com a apresentação do internacional instrumentista e compositor Marcos Assunção, que atualmente vem se dedicando ao seu novo projeto “Viola para o Mundo”, bem como novas edições de livros autorais de método musical. 

Marcos Assunção é natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Já aos 7 anos de idade participava da banda Marcial da escola; começou a estudar violão e guitarra aos 13 anos. É graduado em música pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e pós-graduado em Educação Musical. Em 2008, recebeu o prêmio nacional do Projeto Pixinguinha, Prêmios Produção (FUNARTE–RJ). 

Apresentou-se como concertista e palestrante em importantes eventos culturais pelo Brasil, América do Sul e Europa. Participou de festivais como na Universidade de Antofagasta (Chile), Festival Tensamba (Espanha), Festival de Jazz em La laguna – Tenerife Norte (Ilhas Canárias). 

Tem cinco CDs lançados, e é autor do livro método “Viola Brasileira Volume I”. Suas interpretações vão desde a polca paraguaia até o blues. Marcos Assunção foi também coordenador pedagógico do projeto Som das Águas, diretor musical e arranjador da orquestra Camerata Violeira e criador do Festival JAZZ e VIOLA de Campo Grande. 

A ASL irá efetuar uma cerimônia comemorativa de seus 50 anos. Haverá apresentação de video comemorativo sobre a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, bem como o lançamento da canção “Luz das Letras”, o hino oficial da academia, composto recentemente pelos imortais Rubenio Marcelo – diretor de cultura da instituição – autor da música e da melodia, e Henrique Alberto de Medeiros Filho – atual presidente da casa e autor da letra -. O vídeo mostra a instituição a partir do depoimento de seus integrantes, enfatizando os propósitos educativos, culturais e literários da casa, que há cinco décadas preserva e fomenta as tradições literárias e a cultura de Mato Grosso do Sul. No Hino, os autores retratam os aspectos culturais e históricos da academia, celebrando desde nomes dos fundadores até a tradição e as metas da entidade. A Academia irá ainda laurear algumas personalidades, instituições e empresas que, ao longo de sua história e atualmente, tiveram importante participação na trajetória da ASL. A matéria publicada no jornal Correio do Estado pode ser melhor lida através do link: https://correiodoestado.com.br/correio-b/aniversario-academia-de-letras-de-ms/393100

Eleitos mas ainda não empossados – estão sendo estudadas datas para cerimônias de posse -, Ana Maria Bernardelli e Humberto Espíndola foram entrevistados pelo jornal Correio do Estado. Suas opiniões sobre a ASL, suas posições culturais e alguns ideais sobre Educação foram abordados. A matéria pode ser melhor lida pelo link: https://correiodoestado.com.br/correio-b/academia-sulmatogrossense-de-letras-ganha-novos-membros/392805

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras / ASL completa hoje 50 anos. São Acadêmicos em defesa da educação e da cultura, incentivando o interesse pela leitura, pelo idioma nacional e pelas literaturas estadual e nacional. Ao longo desses anos, promoveu ações através de inúmeras atividades desenvolvidas. Nesse mês de novembro e durante o ano de seu cinquentenário, a ASL realizará várias iniciativas comemorativas. Esse é o logotipo da ASL 50 anos. Uma Academia incentivando e fomentando as belas artes, em qualquer das suas diversas manifestações.


 
A poeta, ensaísta, crítica literária e palestrante Ana Maria Bernardelli e o escritor e artista plástico Humberto Espíndola foram eleitos na tarde desta quarta-feira como novos imortais da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, em assembleia geral conforme o estatuto da ASL e de acordo com recente edital de abertura de vagas. Ana Maria Bernardelli ocupará a Cadeira nº 27, na sucessão da saudosa acadêmica Lélia Rita de Figueiredo Ribeiro, falecida em 2020; e Humberto Espíndola ocupará a Cadeira nº 38, na sucessão do saudoso acadêmico Wilson Barbosa Martins, falecido em 2018.
 
Regularmente inscritos conforme exigências estatutárias da ASL na abertura de vagas, e  eleitos por votação geral em plenário, ambos devem tomar posse solene em breve. Com significativa presença de Acadêmicos, obedecendo os protocolos de biossegurança, no auditório da entidade, a sessão foi dirigida pelo atual presidente da Academia, acadêmico Henrique Alberto de Medeiros Filho.
 
Os novos Imortais:
 
Ana Maria Carneiro Bernardelli é poeta, ensaísta, crítica literária e palestrante. Graduada em Letras, professora especialista em Literatura Brasileira e Portuguesa. Musicista certificada pelo Centro de Artes do Rio de Janeiro. Formada em Língua e Literatura Francesa pela Université de Nancy, França. Membro da Comissão sul-mato-grossense de Folclore. Durante três décadas, de 1974 a 2000, exerceu o magistério desde o ensino básico até a Universidade – onde priorizou o ensino de Literatura Brasileira e Literatura Portuguesa. Publicou em 2014 a coletânea de poemas Emoções gota a gota, uma obra intertextual: poesia, pintura e música. Em 2017, coorganizou “101 Reinvenções”, uma Antologia de 101 poetas do MS, com poemas inspirados na poética de Manoel de Barros; em 2018, Prosas e Segredos da Morena, uma coletânea de contos baseados na cidade de Campo Grande MS; e “101 Reinvençõezinhas” – antologia de poemas infantis. Em 2020, lançou o livro de poemas: Na Trilha das Formigas (Ed. Life, Campo Grande).
 
Humberto Augusto Miranda Espíndola é escritor e artista plástico, primeiro Secretário Estadual de Cultura de MS (1987/90), detentor de relevantes prêmios culturais e artísticos. Autor do livro “Pintura e Verso” (Ed. Entrelinhas, 2017). É formado em jornalismo pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica do Paraná. Também crítico de arte, é membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Representou o Brasil na 10ª e 11ª Bienal Internacional de SP (1969-1971), 2ª Bienal de Medellín (Colômbia, 1972), 36ª Bienal de Veneza (Itália, 1972), 1ª Bienal Ibero-americana (México, 1978), 1ª Bienal de Havana (Cuba, 1984) e 2ª Bienal de Cuenca (Equador, 1989). Suas obras integram acervos de museus e coleções no Brasil e no exterior. Foi Gestor artístico do Museu de Arte Contemporânea de MS, 2002/2005; Coordenador de Artes Plásticas do 1º, 2º e 3º Festival América do Sul, Corumbá/MS. Com Aline Figueiredo organizou o livro “MACP – Animação cultural e inventário do acervo do MACP da UFMT” (Ed. Entrelinhas, 2010). Em 2019 foi agraciado pela UCDB e pela UFMS com o título de Doutor Honoris Causa, pelos relevantes serviços prestados à arte e à cultura.
 
A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras:
 
Atualmente comemorando o seu Cinquentenário, a ASL – com 40 Cadeiras vitalícias, aos moldes da ABL – foi fundada pelos escritores Ulisses Serra, Germano de Souza e José Couto Pontes em 30 de outubro de 1971. A instituição surgiu com o nome de Academia de Letras e História de Campo Grande. Esta denominação predominou até final de dezembro de 1978, quando, às vésperas da instalação da nova unidade da Federação (MS), que se daria no dia 1º/01/1979, a entidade foi transformada em Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL). Adotando abalizados critérios para a habilitação e eleição de seus membros, a ASL – referência cultural no estado – registra ao longo da sua existência uma história marcante voltada para a defesa da língua portuguesa e o cultivo da arte literária, zelando e incentivando todas as derivações da cultura nacional e estadual. Possui sua nova sede situada na Rua 14 de Julho nº 4653, em Campo Grande. Maiores informações sobre a ASL e seus acadêmicos encontram-se no site www.acletrasms.org.br .
 
Os atuais membros da ASL são: Abrão Razuk; Altevir Soares Alencar; Américo Ferreira Calheiros; Antonio João Hugo Rodrigues; Augusto César Proença; Elizabeth Fonseca; Emmanuel Marinho; Enilda Mougenot Pires; Francisco Leal de Queiroz; Geraldo Ramon Pereira; Guimarães Rocha; Henrique Alberto de Medeiros Filho; Ileides Muller; José Couto Vieira Pontes; José Pedro Frazão; Lenilde Ramos; Lucilene Machado Garcia Arf; Maria Adélia Menegazzo; Marisa Serrano; Orlando Antunes Batista; Oswaldo Barbosa Almeida; Paulo Corrêa de Oliveira; Paulo Sérgio Nolasco dos Santos; Paulo Tadeu Haendchen; Pe. Afonso de Castro; Pedro Chaves dos Santos Filho; Raquel Naveira; Reginaldo Alves de Araújo; Renato Toniasso; Rubenio Marcelo; Samuel Xavier Medeiros; Theresa Hilcar e Valmir Batista Corrêa. Ana Maria Bernardelli e Humberto Espíndola foram eleitos e aguardam solenidades de posse.