A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras divulgou, nesta quinta-feira (28), o resultado do Concurso de Contos Ulysses Serra, promovido para incentivar a produção literária no Estado. Na edição 2019, o conto vencedor é: “Atavanado”, de Michele Eduarda Brasil de Sá. Já o segundo e terceiro lugares do certame são, respectivamente, de André Alvez (Campo Grande) e Oswaldo Francisco da Silva Dourado (Três Lagoas).

Os autores serão certificados em evento que acontece na ASL em 12 de dezembro, com a presença de acadêmicos e convidados. Michele, também de Campo Grande, receberá prêmio de R$ 1.500, e os demais ganham R$ 1.000 e R$ 500. Todos os contos tiveram a estrutura e conteúdo minuciosamente avaliados pela comissão julgadora, composta pelos acadêmicos Raquel Naveira, Rubenio Marcelo e Samuel Medeiros.

Além do bom português, verificou-se a originalidade da história contada, seu enredo e o desfecho capaz de prender a atenção do leitor. Já o uso de pseudônimo pelos autores garantiu maior lisura ao processo, enquanto a temática livre fomentou a diversidade de elementos nas histórias enviadas pelos participantes – todos de Mato Grosso do Sul (pré-requisito).

Para o presidente da ASL, o escritor Henrique de Medeiros, esta ação faz cumprir uma das funções basilares da ASL “que é democratizar a arte literária e suas vertentes, incentivando a escrita em âmbito local”. “Retomamos a tradição de um dos principais concursos literários do Estado para incentivar autores daqui e estimular novos talentos”, finalizou, acerca do concurso lançado em 2010.

O Concurso de Contos Ulysses Serra presta homenagem ao corumbaense que fundou a Academia de Letras e História de Campo Grande, em 30 de outubro de 1971. Com expressivo número de escritores estaduais, já premiou contos como: “O Santo que não tinha os pés”, de Reginaldo Costa (Campo Grande); “Gato Preto”, de Lilian Jorge (Deodápolis); “Lições de um caminhão de Lixo”, de Mayara Pereira (Dourados).

Concurso de Contos Ulysses Serra – Edição 2019

Inscrição: de 09/09 a 09/10 (gratuita)
Resultado: 28/11
Premiação: Evento dia 12/12
1º lugar: R$ 1.500 – “Atavanado”, de Michele Eduarda Brasil de Sá (Campo Grande)
2º lugar: R$ 1.000 – “O sorriso da orquídea Rosa”, de André Alvez (Campo Grande)
3º lugar: R$ 500 – “Estranha Nostalgia”, de Oswaldo Francisco da Silva Dourado (Três Lagoas)

* Na imagem, o presidente da ASL, Henrique de Medeiros, junto lado da Comissão Organizadora, composta pelos acadêmicos Américo Calheiros, Ileides Muller e Raque Naveira.

release: ASL assessoria – www.acletrasms.org.br

 

 

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras participou da edição 2019 do Festival América do Sul Pantanal tendo a literatura em destaque no evento que reuniu escritores e grandes poetas em Corumbá. Pela primeira vez, o FASP reservou um espaço exclusivo às artes literárias, no pavilhão cultural que recebeu o estande da ASL. Outro ponto alto foi o tradicional Quebra-Torto, que proporcionou bate-papo com autores brasileiros e estrangeiros.

 

Um dos escritores é o acadêmico Samuel Xavier Medeiros (Cadeira 26), que lançou a obra “Cartas de Além Mar”. O livro reproduz antigas cartas do autor, que morava em Curitiba, e dois amigos que viviam em Portugal, durante os “anos de chumbo” – fim dos anos 60 e início de 70. “São cartas guardadas por meio século que dizem muito sobre a cultura e política nos tempos da Ditatura, apesar da nossa escrita ponderada pelo medo de ter as correspondências violadas”, conta Samuel.

 

Durante o encontro que lotou o espaço do Moinho Cultural, onde é realizado o Quebra-Torto Literário, Samuel Medeiros também apresentou o romance biográfico “Senhorinha Barbosa Lopes – a resistência feminina na guerra do Paraguai”, que mostra a trajetória da esposa de Guia Lopes, condutor das tropas brasileiras no maior conflito latino-americano do século XIX, em episódio conhecido como Retirada da Laguna e que originou a cidade Guia Lopes da Laguna, no sudoeste do Estado.

 

Para o presidente da ASL, o escritor Henrique Alberto de Medeiros, a literatura teve sua relevância ampliada em um dos maiores festivais de Mato Grosso do Sul. “Nosso primeiro estande no Festival América do Sul prestou homenagem à arte literária produzida pelos acadêmicos. Uma grata oportunidade de conquistar novos leitores e incentivar o surgimento de novos autores sul-mato-grossenses“, avaliou Medeiros, ao final do encontro em Corumbá.

 

Leitores do Futuro – As atividades literárias da ASL passaram ainda por escolas da Cidade Branca, com a missão de incentivar a leitura entre jovens do 4º ao 9º anos. “Construímos um expressivo panorama sobre nossos escritores e estilos literários, demonstrando como é possível expressar a criatividade por meio das palavras”, concluiu a acadêmica Lenilde Ramos, que ministrou a palestra ao lado de Henrique de Medeiros, nas escolas Pedro Paulo de Medeiros e Imaculada Conceição.


*Imagem: Samuel Medeiros, com os escritorores Fabián Severo (Uruguai), Nelson Urt (Ladário) e a mediadora Rosangela Villa (UFMS).

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras marcou presença no Festival América do Sul, em Corumbá, difundindo a literatura aqui produzida. Nos dias 13 e 14 de novembro, acadêmicos da ASL conversam com jovens do 8º e 9º anos da Escola Municipal Pedro Paulo de Medeiros e também com estudantes do 4º e 5º anos do Colégio Imaculada Conceição. A missão foi apresentar relevantes autores regionais, em registros que contam a história do Estado.

Na visita às escolas, o presidente da ASL, escritor Henrique de Medeiros, falou sobre a história da nossa literatura e relembrou a obra de escritores que abordam uma linguagem genuinamente sul-mato-grossense, como Manoel de Barros, Hélio Serejo, Abílio de Barros e Pedro de Medeiros. Junto de Henrique, outros enredos foram contados pela escritora e ativista cultural Lenilde Ramos, recém-empossada na cadeira 31 da ASL e também com a participação do acadêmico Samuel Medeiros.

“Vislumbramos uma excelente oportunidade de trazer a arte literária para um grande evento que reúne todas as artes nesta cidade que é celeiro da cultura sul-mato-grossense”, celebrou Henrique de Medeiros. Assim, segundo ele, faz-se cumprir o papel da instituição em popularizar, difundir e fomentar a arte da escrita, a partir de uma agenda anual que inclui eventos na Capital e palestras no interior.

“Tivemos uma recepção que superou expectativas, tanto pelos alunos, quanto pela equipe de educadores, em um encontro muito produtivo”, conta Lenilde – que ajudou na construção de um expressivo panorama sobre a literatura da terra, além de detalhar a estrutura, atuação e abrangência da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras no cenário cultural. O objetivo principal, conforme o acadêmico Samuel Medeiros, “é incentivar a prática da leitura e expressar a criatividade por meio das palavras”.

Em Corumbá, as atividades da Academia previstas incluíram, além de visitas a escolas, bate-papo com autores e e exposição de obras literárias regionais com preços populares no estande da ASL, montado na avenida Generoso Ponce para visita e comercialização de produtos de artesanato, artes plásticas e literárias do Estado e dos países convidados. O FASP é realizado com investimento público da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e patrocinadores, integrando música, dança, gastronomia, literatura, artes plásticas, indígena e artesanato, em 17 horas diárias de programação.

 

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras / ASL se veste de luto com o falecimento, hoje, do acadêmico Abílio Leite de Barros, titular da cadeira 32 desta Casa de Letras, que deixou as seguintes obras em sua vida literária:

– Gente Pantaneira
– Uma Vila Centenária
– Opinião
– Histórias de Muito Antes
– Pantanal – Pioneiros
– Crônicas de uma nota só (A Era Lula)
– Recoluta
– A Crônica dos Quatro

Detendo excepcional personalidade e talento em nossa literatura, contribuiu na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras de forma digna e com sensibilidade de vida para a sua imortalidade.

Campo Grande (MS), 28 de outubro de 2019

Acontecerá na próxima noite de 31/10, última quinta-feira deste mês, a partir das 19h30min, o evento cultural “Chá Acadêmico” da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, a mais representativa entidade literária do Estado, cuja moderna sede é situada na rua 14 de Julho nº 4653 – Altos do São Francisco, Campo Grande.

Sempre apresentando uma concisa palestra neste evento mensal aberto, a Academia programou uma imperdível pauta para esta edição e, assim, convidou o poeta e repentista Ruberval Cunha, que explanará sobre o sugestivo tema: “Encontros para a poesia – um depoimento literário” e, em interação com o público, ilustrará tudo com performances especiais do seu conhecido “Improviso Guaicuru”. 

Haverá também, na abertura, uma pauta artística especialmente elaborada: declamação com Aloizio Soares, e música com o intérprete e violonista Reginaldo Sans.  Outra atração especial do evento será a participação de Roseléia Valadão, artista plástica, poeta e  professora, que desenvolve trabalhos no campo da pintura e ressignificação de objetos cotidianos, e que pintará um quadro temático ao vivo (no palco da ASL) durante a programação.

O palestrante convidado –  com 30 anos de atuação no mercado cultural, pós-graduado em Gestão de Projetos pela Universidade Anhanguera, formado em Letras pela UFMS, Ruberval Cunha é o criador do “Improviso Guaicuru” – modalidade que agrega técnicas teatrais, linguagem poética, aspectos musicais e participação direta do público, em performances do repente, e que  vem ganhando espaço em aberturas de eventos, exposições e palestras show. Palestrante, ator, poeta repentista e Gestor de Educação e Segurança de Trânsito, já exerceu o cargo de Presidente da União Brasileira de Escritores/seccional MS, atuou como Conselheiro no Conselho Estadual de Cultura/MS  e Conselho Municipal de Cultura de Campo Grande.

Como poeta e declamador é tricampeão da Noite Nacional de Poesia. Com atendimento personalizado, atende empresas privadas e instituições públicas, com palestras e apresentações culturais diversificadas.  Apontado por muitos como um dos principais nomes da poesia oral de Mato Grosso do Sul e do país, Ruberval coleciona significativos elogios à sua arte: registrados na voz de grandes nomes da cultura nacional, como: Adélia Prado, Wally Salomão, Nélida Piñon, Thiago de Mello e Affonso Romano de Sant’Anna, entre outros, em eventos da Noite Nacional da Poesia. Segundo Joaquim Moncks, escritor, advogado e conferencista gaúcho, Ruberval Cunha é um Gênio da Oralidade.

De acordo com Ruberval, “a sua atuação neste encontro proporcionado pelo Chá da ASL será também uma viagem multifacetada com a presença de elementos da linguagem literária oral e personagens culturais que possuem papel relevante na sua história e visão como artista, nomes regionais e nacionais como Elpídio Reis (ex-presidente da ASL), Arassuay Gomes de Castro, Papi Neto, Rachid Salomão, Manoel de Barros, Américo Calheiros,  Rubenio Marcelo, Iolete Moreira, Wally Salomão e Joaquim Moncks, entre outros”.

Para o presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, Henrique Alberto de Medeiros Filho, “Como o artista Ruberval Cunha agrega com desenvoltura técnicas teatrais, discurso poético, elementos musicais e traz o público para a cena, temos uma efetiva democratização e popularização da palavra literária; é um passeio envolvente entre rimas e histórias”. Ainda segundo Medeiros, “abordar os diferentes estilos literários e vertentes artísticas é um dos objetivos da Academia Sul-Mato-Grossense, e é uma satisfação receber este mestre premiado no universo da poesia”.

Já o Secretário-Geral da ASL, escritor Rubenio Marcelo, criador da nomenclatura que batizou de “Improviso Guaicuru” o original repente performático de Ruberval Cunha, esclarece que, “como sabemos, a teoria literária abrange embasamentos em  áreas diversas como a linguística, a filosofia, a psicologia e a sociologia. Neste caso, disciplinas que se conectam e se harmonizam na linguagem oral única do poeta convidado, conferindo sua identidade de sujeito-leitor-escritor”.

Sala “Prof. Arassuay Gomes de Castro” – também na pauta desta edição comemorativa, que celebrará o aniversário de 48 anos de fundação da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (30/10/1971 – 30/10/2019), está a inauguração solene da Sala “Prof. Arassuay Gomes de Castro” nas dependências da instituição. Autor de várias obras, o Professor Arassuay (1926, Cuiabá-MT – 2005, Campo Grande-MS) foi membro e presidente da ASL. Era graduado em línguas neolatinas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (Lorena/SP). No ano de 1956, em Campo Grande, casou-se com Maria José Carvalho, com quem teve três filhos: Jair (médico), Jary (engenheiro civil) e Flávio (administrador). Lecionou latim e português no Colégio Osvaldo Cruz e no Ginásio Barão do Rio Branco (onde foi diretor).

ASL – Fundada em 30 de outubro de 1971, com a denominação de Academia de Letras e História de Campo Grande, a atual Academia Sul-Mato-Grossense de Letras registra, ao longo da sua existência, a defesa do vernáculo e o cultivo da arte literária, zelando e incentivando todas as vertentes artísticas e derivações da cultura nacional e estadual. Integrando um dos tradicionais programas da entidade, o evento aberto ‘Chá Acadêmico da ASL’ acontece a cada última quinta-feira de cada mês, sempre apresentando um convidado de destaque. A participação é gratuita.

Serviço: Chá Acadêmico da ASL
“Encontros para a poesia – um depoimento literário”
e Improviso Guaicuru, com Ruberval Cunha
31 de outubro/2019, às 19h30
Auditório da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras
(Rua 14 de Julho, nº 4653, Altos do São Francisco – Campo Grande-MS)
Entrada franca.

 

                                                                                                                  release: ASL

 

 

 

Após viajar pela história de Campo Grande nas obras de Paulo Coelho Machado, a Roda Acadêmica da ASL se volta às memórias de Mato Grosso do Sul, por meio da obra literária do Prof. J. Barbosa Rodrigues. A segunda edição desta roda de leitura e conversas, criada pela Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, acontece em 16 de outubro, às 19h30 – sempre resgatando a obra de acadêmicos que figuram com destaque na história e cultura regionais.

“O objetivo é colocar em pauta os imortais da literatura que não estão mais entre nós, frente à relevância de seus registros”, explica Américo Calheiros, que conduzirá o encontro ao lado da colega acadêmica Ileides Muller e da recém-empossada Lenilde Ramos. Para Calheiros, “é a forma de divulgar obras emblemáticas e manter vivo o legado deixado por autores locais, já que boa parte da memória deste lugar deve-se a eles”, diz, lembrando que a entrada é franca.

O presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, Henrique Alberto de Medeiros, considera a interação do público um diferencial neste projeto. “É um bate-papo descontraído sobre grandes momentos da literatura sul-mato-grossense e o Prof. J. Barbosa Rodrigues não poderia estar de fora, por sua imensa contribuição à leitura e à história do nosso estado”, ponderou, sobre o evento que já faz parte do calendário oficial da ASL, realizado sempre na segunda quarta-feira do mês.

Sobre o autor – Além de professor, J. Barbosa Rodrigues foi escritor, historiador e empresário. Nascido em Minas Gerais há 103 anos, chegou a Campo Grande em 1943, trabalhando em escolas como a Joaquim Murtinho e a Nossa Senhora Auxiliadora. Foi zelador do Jornal do Comércio, onde escreveu artigo que impressionou o dono do veículo. Rapidamente, seus textos ganharam destaque e chamaram atenção do recém-inaugurado Correio do Estado. Dois anos depois, Barbosa Rodrigues comprava o jornal, até hoje administrado pela família.

Apaixonado pela escrita, gostava de escrever à mão e foi ativo integrante da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (Cadeira 13), que presidiu por dois mandatos. Levou a literatura para o jornal diário, surgindo assim o Suplemento Cultural, impresso aos sábados. José Barbosa Rodrigues escreveu muito sobre a história do Estado e da Capital. Também dedicou dois livros à produção poética. Foram 10 obras, entre elas: “Palavras de um professor” (1949), “Isto é Mato Grosso do Sul” (1978) e “História de Campo Grande (1980)”.

“Escreveu sobre aquilo que não havia conteúdo. Buscava ser útil, tinha uma visão muito prática. Seus livros foram motivados por isso”, definiu o imortal Hildebrando Campestrini, patrono da cadeira 31 da ASL. À frente do Instituto Histórico e Geográfico do Estado (IHGMS), Hidelbrando o viu produzir livros históricos e ensinar o ofício de jornalista a muitos profissionais. Sua contribuição à educação e cultura estão personificadas na Fundação Barbosa Rodrigues, que criou em 1982. Faleceu aos 86 anos, em março de 2003.

Serviço
2ª Roda Acadêmica da ASL
Dia 16 de outubro, às 19h30
Sede da ASL (entrada gratuita; traje esporte)
Rua 14 de Julho, 4653, bairro Altos do São Francisco, Campo Grande

 

(release: ASL assessoria – www.acletrasms.org.br)

O próximo Chá Acadêmico da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras é voltado à literatura dos vinhos e sua história, em bate-papo interativo e descontraído com o médico, escritor e sommelier Ewerton Carvalho. Um tema para os amantes desta bebida sacra, tão presente na história da humanidade. O evento cultural acontece em 26 de setembro, às 19h30, na sede da ASL – considerada a mais representativa entidade literária do Estado.

Entre os assuntos a serem abordados, Ewerton descreve a relação íntima de grandes autores e homens históricos com o vinho. “Não há como dissociar o homem do vinho, pois ele esteve presente como parceiro, como coadjuvante e às vezes até como personagem central de temas da história e da literatura”, adianta o palestrante. “Surgido envolto na bruma da magia, do mistério e do sacro, o vinho é uma bebida única devido à sua origem”, complementa.

Antes da palestra, o Chá Acadêmico será aberto por breves apresentações artísticas especialmente selecionadas, compondo um evento eclético e abrangente – na pauta de abertura desta edição haverá performances de declamações temáticas com nomes ilustres desta arte, como Aloísio Soares e Evandro Walker, e também especial apresentação de música clássica com o Duo de Cello A2, formado pelos solistas Marcelo Gerônimo e Henrique Lucena, que integram a Orquestra Sinfônica de Campo Grande.

Este é o objetivo da Academia conforme seu presidente, o escritor Henrique de Medeiros: “buscamos a diversificação dos temas, sempre em consonância com os desígnios da literatura. E falar sobre vinhos e sua relação com a história é sempre um assunto agradável e interessante”, finalizou. Já o secretário-geral da ASL, escritor Rubenio Marcelo, à frente da Comissão responsável pela definição de pautas e organização do Chá Acadêmico, destaca o tema da palestra, lembrando que ao longo dos tempos o vinho tem sido também explorado em prosas e versos significativos da literatura, como estes de Fernando Pessoa: “não só vinho, mas nele o olvido, deito na taça: serei ledo, porque a dita é ignara”.

Sobre o palestrante: Ewerton Carvalho nasceu em Natal (RN) e estudou cardiologia no Rio de Janeiro, onde morou por 25 anos. Radicado em Campo Grande, é vice-presidente da União Brasileira de Escritores (UBE-MS), com dois romances publicados: “O Primeiro Vampiro” (Ed. Novo Século, 2015) e “Sherlock Holmes em a Maldição do Rochedo” (Ed. Chiado, 2019). Além de palestras, também participa de eventos com degustação de vinhos e harmonização gastronômica.

Sobre a Academia:  Com 47 anos de fundação, história e atividades literoculturais, a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras registra, ao longo da sua existência, a defesa do vernáculo e o cultivo da arte literária, zelando e incentivando todas as vertentes artísticas e derivações da cultura nacional e estadual. Integrando um dos tradicionais programas da entidade, o evento ‘Chá Acadêmico da ASL’ acontece a cada última quinta-feira de cada mês, congregando acadêmicos, seus familiares e público em geral, sempre gratuito e com um convidado de destaque.

Serviço: Chá Acadêmico da ASL
“Vinho – História & Literatura”, com Ewerton Carvalho
26 de setembro, às 19h30
Auditório da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras
Rua 14 de Julho, nº 4653, Altos do São Francisco.

                                                                                         release: ASL assessoria – www.acletrasms.org.br

A primeira Roda Acadêmica da ASL, realizada na noite de 11 setembro, proporcionou aos participantes uma verdadeira viagem no tempo, até os primórdios de Campo Grande, quando a cidade ainda desenhava suas primeiras ruas. Isso aconteceu por meio da leitura de obras escritas por Paulo Coelho Machado, imortalizado na Cadeira 21 da Academia. O evento foi conduzido pelos acadêmicos Marisa Serrano, Renato Toniasso e Samuel Medeiros e emocionou os  presentes em trechos como o que segue, relatando o momento da chegada dos primeiros habitantes que fundaram a cidade.

“Na fria madrugada do dia seguinte ao da chegada, José Antônio verificou, com olhos experientes, que havia chegado ao seu destino. Não era preciso caminhar mais. Não só aprazível era o lugar, como possuía vegetação luxuriante, indicadora de fertilidade da terra. Um pequeno passeio pelos arredores confirmou o acerto do local escolhido. Terra ardilosa, vermelha e roxa, com abundante cobertura, ideal para a lavoura, campinas sem fim, eriçadas de capões, para a criação de milhares de reses. Água abundante. Estava definitivamente escolhido o local” – Trecho do livro “A Rua Velha” (1991).

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras deu posse à sua nova integrante, entre os imortalizados pela literatura. A escritora, musicista e ativista cultural Lenilde Ramos foi diplomada em sessão solene realizada na noite desta segunda-feira (9) na sede da ASL, considerada a mais alta e representativa entidade literária do Estado. A partir de agora, ela ocupa a Cadeira nº 31, em sucessão ao acadêmico e professor Hildebrando Campestrini, falecido em novembro de 2016.

Para a acadêmica empossada, o momento é do fortalecimento da literatura em todas as frentes que o mundo contemporâneo oferece. “A tecnologia está aí para disseminar nosso pensamento e nos aproximar das pessoas”, defendeu em seu discurso, agradecendo a honraria – que definiu como fruto de amor antigo e resultado de um cenário que nada tem de acidental. “Meu berço humilde foi plasmado com letras e músicas, da mesma forma que meu espírito demonstrou ancestral afinidade com essa vocação, alimentada com a fartura das sementes lançadas em terra ávida e receptiva”, finalizou.

Lenilde Ramos foi saudada pelo acadêmico Samuel Medeiros, com texto do escritor e historiador Valmir Batista Corrêa – que não pode estar presente por força maior. Em seu texto de boas-vindas, Corrêa celebra uma literatura regional de alto nível, “que reúne impressões e memórias definidoras do contexto cultural de nossa gente”. E acrescenta: “Lenilde ajuda a construir uma real e expressiva face de sua cidade, de sua região e da valentia da gente sul-mato-grossense, da qual ela é uma representante e tanto”, justificou. A opinião foi dividida pelo Secretário-geral, escritor Rubenio Marcelo, ao se dirigir à escritora empossada como “mulher de coragem e merecedora do título”.

Já o presidente da ASL, o escritor Henrique de Medeiros, diz tratar-se do “reconhecimento oficial à obra e contribuição prestada pela nova acadêmica à nossa cultura em âmbito geral e diverso”. Medeiros lembrou que a vaga para esta cadeira da ASL foi disputada com outros importantes nomes do cenário regional e a escolha representou a maioria dos votos entre os acadêmicos que compõem a entidade – que conta com 40 cadeiras vitalícias, aos moldes da Academia Brasileira de Letras (ABL).

A nova imortal – Residente em Campo Grande, onde nasceu em 1952, Lenilde Ramos é artista eclética e uma das mais legítimas representantes da cultura regional, tendo demonstrado e difundido a arte sul-mato-grossense em diversos países. É escritora, compositora e instrumentista, autora de obras que evidenciam os aspectos culturais do Estado. Entre elas estão: “História sem nome – Lembranças de uma menina quase gêmea”, “Storia senza nome” (edição italiana), “Imagens e Palavras” e “Do Baú da Tia Lê – Crônicas”.

Sobre a Academia – A ASL foi fundada no dia 30 de outubro de 1971 com uma atuação marcante, desde então, voltada à defesa da língua portuguesa e cultivo da arte literária e todas as expressões artísticas, zelando e incentivando as derivações da cultura nacional e estadual. Constitui uma das casas culturais de maior representação no cenário sul-mato-grossense, reunindo os maiores escritores de Mato Grosso Sul.

Release: ASL – assessoria ASL
Fotos: Assessorias ASL e senador Pedro Chaves (Eduardo Coutinho)

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL) acaba de lançar a edição 2019 do seu Concurso de Contos Literários, voltado a narrativas curtas, escritas em prosa e repletas de imaginação. Com prêmios que vão de 500 a 1.500 reais, as inscrições podem ser feitas, gratuitamente, de 9 de setembro a 9 de outubro e os textos enviados via e-mail, pelos Correios ou entregues pessoalmente na sede da entidade, localizada na rua 14 de Julho, 4643, Altos do São Francisco, em Campo Grande.

Conforme a Comissão Organizadora – composta pelos acadêmicos Américo Calheiros, Raquel Naveira e Ileides Muller – cada candidato poderá inscrever um conto, original e inédito, com até três laudas, sobre qualquer tema. “Retomamos a tradição de um dos principais concursos literários do Estado, com o objetivo de incentivar o trabalho dos autores que vivem aqui e estimular também os novos talentos”, explica o presidente da ASL, o escritor Henrique Alberto de Medeiros.

Segundo Medeiros, iniciativas como essa lembram a importância e o prazer da leitura, fomentando o desenvolvimento da arte literária em Mato Grosso do Sul – cumprindo assim uma das funções basilares da entidade. Para participar é necessário morar em Mato Grosso do Sul e ter 18 anos de idade ou mais. Regulamento e Ficha de Inscrição estão disponíveis no site da Academia (acletrasms.org.br), junto aos demais detalhes como, por exemplo, o uso de pseudônimo para garantir lisura à seleção dos textos pela Comissão Julgadora.

O resultado será divulgado no dia 28 de novembro e a premiação acontece em 12 de dezembro no auditório da ASL, quando os três primeiros colocados serão certificados e receberão os respectivos prêmios em dinheiro: R$ 1.500 (1º lugar); R$ 1.000 (2º lugar) e R$ 500 (3º lugar). O “Concurso de Contos Ulysses Serra” foi lançado em 2010 e presta homenagem ao saudoso corumbaense que fundou a Academia de Letras e História de Campo Grande, em 30 de outubro de 1971.

Contando sempre com grande número de concorrentes (escritores estaduais), o concurso já premiou, em edições anteriores, contos como “O Santo que não tinha os pés”, de Reginaldo Costa de Albuquerque (Campo Grande); “Gato Preto”, de Lilian Jorge (Deodápolis); “O velhinho das compras”, de Marlin Balbuena Brem (Campo Grande) e “Lições de um caminhão de Lixo”, de Mayara Pereira Dau (Dourados).

Serviço
Concurso de Contos Ulysses Serra
Inscrição: de 09/09 a 09/10 (gratuita)
Resultado: 28/11
Premiação: Evento dia 12/12
Regulamento e Ficha de adesão: acletras.org.br/concurso-de-contos-ulysses-serra
1º lugar: R$ 1.500 (um mil e quinhentos reais)
2º lugar: R$ 1.000 (um mil reais)
3º lugar: R$ 500 (quinhentos reais)