LITERATURA REGIONAL NAS ESCOLAS

O acadêmico Guimarães Rocha esteve neste dia 08.06 na Sessão da Câmara Municipal de Campo Grande, onde explanou o Projeto “A Inclusão da Nova Literatura Brasileira com Arte-cultura nas Escolas do Brasil”.
O Secretário-Geral, escritor Rubenio Marcelo, também esteve acompanhando o colega Guimarães Rocha, da ASL, que está mobilizando este importante movimento cultural.
Os vereadores daquela Casa de Leis deram apoio integral ao Projeto e prometeram também lutar pela sua concretização.
O Projeto defende o intercâmbio cultural dos Estados, a formação de um colegiado para avaliação e sugestão de livros e autores de todo o País, a serem contemplados, e também a criação do Selo de Qualidade Redatorial para Novos Escritores.

Diz o Projeto:

O Governo vem dando ênfase às manifestações culturais populares. Vem convertendo-as pelo apoio do poder público, em instrumentos de inclusão social. A nossa riquíssima cultura brasileira, pela variada mescla de origens, tem merecido a atenção do Ministério da Cultura, quer no apoio à expressão musical, às manifestações folclóricas, às artes cênicas, ao artesanato e na defesa da nossa língua diante do contínuo fluxo estrangeiro trazido pelos meios de comunicação.
Estamos propondo a formação de conselhos estaduais compostos por doutores das universidades públicas federais, em cada Unidade da Federação, sob comando do MinC em parceria com o Ministério da Educação, com a finalidade de selecionar os melhores trabalhos, considerando em primeiro lugar a originalidade-criatividade e a aderência aos maiores interesses comunitários (importância quanto a memória e desenvolvimento intelectual e sociocultural), visando sugerir a sua inclusão nas escolas.
Propomos a elaboração de um projeto nacional voltado ao aproveitamento dos valores regionais radicados em cada Estado brasileiro, no processo local de ensino-aprendizagem, com o diferencial de serem apresentados com arte (teatro, música e performance). O autor de cada obra comandará as apresentações nos estabelecimentos em que ocorrer a divulgação (O Escritor na Escola).
Os autores e obras escolhidos contarão com trabalhos especializados de revisão e receberão incentivos diversos, como:
– Patrocínio de novas edições de seus livros, prevista a destinação de volumes para os acervos de instituições locais;
– Destinação de recursos para a visitação e lançamento das obras em outros Estados da Federação.
Os trabalhos e autores, avaliados, sugeridos pelo Colegiado e aceitos pelos Estados de origem, serão incluídos na rotina de estudos das escolas de todas as Unidades da Federação.

DO CONSELHO:

Formado em cada Estado, procederá a seleção de obras de outro Estado, garantindo assim maior isenção nas escolhas.

DOS CRITÉRIOS:

A atuação dos julgadores prender-se-á a aspectos formais objetivos (e nunca subjetivos): coerência, coesão, progressão, consistência, estética da linguagem, adequação temática, representatividade (numa proposta literária antiga ou nova), ética no sentido genericamente aceito.
Excluem-se textos considerados pornográficos ou discriminatórios ou esteriotipados.

AÇÕES IMEDIATAS:

Intercâmbio com os Estados, visando à inserção, nas escolas, dos trabalhos já editados e com exemplares disponíveis (obras selecionadas pelos conselhos).

AÇÕES DE CURTO E MÉDIO PRAZOS:

Parceria do Ministério da Cultura com o Ministério da Educação, este por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) que através da Secretaria de Educação Básica executa o Programa Nacional do Livro Didático (PNCD) e o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) pretendendo:
. Composição de acervos a serem indicados e/ou distribuídos às escolas públicas;
. Patrocínio de edição de obras de titulares de direito autoral, atendidas as exigências do FNDE;
. Criação de modelo desburocratizado, que permita ao Ministério da Cultura, em comunhão com o Ministério da Educação, promover e patrocinar o Escritor nas Escolas, levando apresentações/performances (musicais, recitativas, de dança, teatrais, folclóricas e – enfim – a livre expressão).

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   Portanto, vamos todos nós, sociedade e escritores que possuem realmente obras consistentes e sintonizadas com os objetivos do Projeto, somar nossos esforços com o companheiro Guimarães Rocha da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras: a mais alta e legítima entidade cultural do nosso estado.

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MINISTRO GILBERTO GIL ACOLHE PROJETO CULTURAL

   O poeta Guimarães Rocha, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, obteve, no dia 06/04/2005, no Palácio da Cultura em Campo Grande, às 17h, aprovação pública do ministro da Cultura, Gilberto Gil, a respeito do movimento que está conduzindo “pela inclusão da nova literatura brasileira com arte-cultura nas escolas do Brasil”.
O poeta solicitou audiência no MinC para oficializar nacionalmente e ampliar a proposta voltada a aplicação da literatura sul-mato-grossense nas escolas, intercâmbio cultural dos Estados e formação de um colegiado
para avaliação e sugestão de livros e autores de todo o País, a serem contemplados.
“Acabo de receber das mãos do intelectual cearense radicado em Mato Grosso do Sul, poeta Guimarães Rocha, uma proposta plausível, fundamentada no intercâmbio cultural, buscando a inclusão da nova literatura brasileira nas
escolas, que conta com o nosso total apoio” 
, disse Gilberto Gil em seu discurso, recomendando publicamente que Guimarães Rocha formalize a apresentação do projeto junto aos secretários de Cultura de todos os Estados brasileiros.
“Em meio a nossos esforços por incluir nas escolas e em seus currículos, os autores regionais, percebemos serem insuficientes os atos isolados dos poderes constituídos e de particulares, em todo o Brasil, para promover com
eficiência eficácia a literatura nova, elaborada em cada Estado”
, disse Guimarães Rocha, informando, ainda, que buscará nos próximos dias o secretário de Cultura/MS, Silvio Nucci, para retomar as abordagens a respeito da aplicação da literatura sul-mato-grossense nas escolas e o entendimento visando conduzir um grande projeto de intercâmbio cultural.

CONSELHO NACIONAL DE AVALIAÇÃO

Guimarães Rocha está propondo a formação de um conselho nacional reunindo um representante de cada Unidade da Federação, sob comando do MinC, com a finalidade de selecionar os melhores trabalhos, considerando em primeiro
lugar a originalidade-criatividade e a aderência aos maiores interesses comunitários (importância quanto a memória e desenvolvimento intelectual e sociocultural), visando sugerir a sua inclusão nas escolas.
O poeta quer a elaboração de um projeto nacional voltado ao aproveitamento dos valores regionais radicados em cada Estado brasileiro, no processo local de ensino-aprendizagem, com o diferencial de serem apresentados com arte (teatro, música e performance). O autor de cada obra comandaria e, de corpo presente, seria o centro das apresentações no estabelecimento em que ocorresse a divulgação (O Escritor na Escola).
Os autores e obras escolhidos contariam com trabalhos especializados de revisão e receberiam incentivos diversos como: patrocínio de novas edições de seus livros, prevista a destinação de volumes para os acervos de instituições locais; destinação de recursos para a visitação e lançamento das obras em outros Estados da Federação. Os trabalhos e autores, avaliados, sugeridos pelo Colegiado e aceitos pelos Estados de origem, seriam incluídos na rotina de estudos das escolas de todas as Unidades da Federação.

Guimarães Rocha (Antonio Alves Guimarães) é escritor e poeta, major PM, professor, membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras desde 27/9/2002 – Cadeira nº 4.
No dia 12 de março último, foi escolhido pelo Fórum Estadual
de Cultura, em Campo Grande, como representante da Câmara Setorial de Literatura (Conselho Consultivo para o Ministério da Cultura – elaboração de políticas culturais).

Manoel de Barros – foto da ASL

Com profundo pesar, cumprimos o doloroso dever de comunicar o falecimento (nesta quinta-feira 13/11, no Proncor, em Campo Grande) do nosso confrade poeta Manoel de Barros, que era o titular da Cadeira nº 1 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras e possuía 97 anos de idade.
Descanse em paz, poeta!

 

ASL

 

O Acadêmico da ASL e Desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Rêmolo Letteriello, foi agraciado (em 06/08) com a relevante Comenda ‘Colar do Mérito Judiciário’. A solenidade aconteceu no Palácio da Justiça “Desembargador Leão Neto do Carmo” – Parque dos Poderes, bloco 13 – Campo Grande/MS.
A Comenda homenageia personalidades/autoridades que se destacam em suas atividades em prol dos desígnios da Justiça.
Titular da Cadeira nº 22 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, Rêmolo Letteriello é detentor de significativas condecorações, como por exemplo: – Medalha do Mérito Judiciário outorgada pela Associação dos Magistrados Brasileiros AMB; Medalha Cristóvão Colombo conferida pelo Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro; Medalha da Inconfidência, conferida pelo Governo do Estado de Minas Gerais – 1999; Medalha do Mérito Legislativo Campo-Grandense conferida pela Câmara Municipal de Campo Grande; Medalha do Mérito da Magistratura, outorgada pelo Tribunal de Justiça da Bahia; Diploma de Professor Emérito da Faculdade de Direito de Dourados – SOCIGRAN; Diploma de Honra ao Mérito da FUCMT; Diploma do Mérito Eleitoral – TRE/MS.

   

foto: arquivo ASL

Veleiros da Essência – 10º livro de RM

 

O acadêmico Rubenio Marcelo lançou recentemente o seu novo livro: “Veleiros da Essência” (Ed. Life), que tem Apresentação de Raquel Naveira e Prefácio de José Fernandes. O evento, que contou com eclética pauta artística, aconteceu no auditório do CREA-MS, que ficou repleto de convidados e veículos de imprensa, além de diversas autoridades.
Aprovado pelo FMIC, com 192 páginas, contendo 80 poemas escolhidos, o livro (o 10º da carreira do autor) traz principalmente poemas inéditos em versos livres da sua fase atual de produção. A obra traz também comentários de ‘orelha’ do escritor Eduardo Mahon (presidente da Academia Mato-Grossense de Letras), que reside em Cuiabá e veio ao lançamento de “Veleiros da Essência”.
Crítica da obra:
A escritora Glorinha Sá Rosa assegurou: “Rubenio traça o estatuto do fazer poético, quando reinaugura territórios de palavras que traduzem o que denominamos vida”.
Já o presidente da UBE-MS, Samuel Medeiros, afirma: “Veleiros da Essência é um livro para ser adotado por quem lê devagarzinho e, como na música, num compasso de adágio, meditativo; por isso mesmo, com mensagens permanentes”.
O acadêmico Frazão diz: “Veleiros da Essência se constrói com eufonia, tecendo águas e pássaros; navega metaforicamente (…) Os versos de Rubenio Marcelo são incomuns frutos da mais pura criação artística”.
E o poeta e crítico literário José Fernandes (da AGL) afirma: “Veleiros da Essência é um livro pensado, arquitetado, a fim de captar, com profundidade, todas as nuances do ser em existência, e da poesia, em sua essência poética, entendida como diálogo do ser consigo mesmo, porque transformado em linguagem. Não uma linguagem qualquer; mas uma linguagem que ascende à dimensão do metafísico, porque trabalhada desde dentro, desde as essências do Verbo que conjuga o ser”.
Membro e secretário-geral da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, poeta escritor e revisor, Rubenio Marcelo é autor de dez livros e dois CDs, e, pela sua efetiva atuação literocultural, já recebeu várias premiações e homenagens, como por exemplo os Títulos Honorários de: Cidadão Campo-Grandense, Cidadão Sul-Mato-Grossense, e Cidadão Anastaciano, além da Medalha do Mérito Legislativo.
Este seu novo livro (Veleiros da Essência) pode ser adquirido nas livrarias Leitura (shopping Campo Grande) e Le Parole, e também na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – ao preço de R$ 20,00.

Nova Acadêmica da ASL – Marisa Serrano

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras empossou na noite desta quinta-feira (12/12) a acadêmica Marisa Serrano, que assumiu a titularidade da Cadeira nº 30. A concorrida Sessão Magna de Posse contou com as presenças de inúmeras autoridades e acadêmicos, além de diversos órgãos de imprensa.
Na ocasião, a nova imortal foi saudada solenemente, em nome da Academia, pelo acadêmico F. Leal de Queiroz. Em seu belo discurso, Leal assim expressou, num trecho: “… Estou vislumbrando uma bela vista… Deslumbrante o cenário. Como o autor dessa obra de arte com seus pincéis e talento, também encontravam-se no azul do céu, entre brancas nuvens, pássaros pontuando, borboletas multicores esvoaçantes e, num distante horizonte, a visão de uma encorpada árvore acenando com seus galhos a um grupo de pessoas que caminhava. Fixei mais os olhos e reconheci todos. Todos. Pois eram Enilda, Theresa, Raquel, Maria Adélia, Glorinha, Elizabeth, Lélia Rita, Flora e Lucilene. Também percebe-se que outro grupo caminha a passos largos, robustos, para se juntar… Aí estavam Manoel de Barros, Padre Afonso, Guimarães Rocha, Américo, Henrique, José do Couto, Orlando, Hermano, Paulo Corrêa, Paulo Tadeu, Valmir, Paulo Nolasco, Reginaldo, Rêmolo, Renato Toniasso, Francisco Palhano, Proença, Frazão, Campestrini, Abílio, Altevir, Rubenio Marcelo, Wilson Barbosa, Geraldo Ramon. Uma festa… Aquela árvore os acolheu e, em delírio, se confraternizaram. Por que não divisar aquele manto cinzento esmaecido, exaltando a memória daqueles que passaram por este mesmo teto, guiados por Ulisses Serra? Árvore hospitaleira, aquela! Sim, nas florestas as árvores se comunicam. (…) Marisa Serrano… a natureza lhe confiou a missão que o Supremo Arquiteto concebeu. À sombra, para abrigar o semelhante, aqueles da longa jornada da existência; suas folhas, para enfeitar as vitórias dos seus desejos; os frutos, para alimentar os que padecem; e as sementes para serem semeadas nos campos do universo aonde todos buscam a felicidade” (…)
Já Marisa Serrano iniciou o seu Discurso de Posse com estas palavras: “A linha do tempo, sinuosa e inexorável, nos trouxe até aqui. O reconhecimento por uma vida de trabalho e dedicação não bastaria somente para a escolha que esta Academia fez. Esta é uma Casa para guardar fragmentos da história, sentimentos transbordantes, olhares atentos, criações, talentos, mas também para abrigar os que contribuíram para a manifestação de tantos saberes. Acredito que esse tenha sido o toque que transformou uma sugestão em realidade”.
Tendo como patrono Otávio Cunha Cavalcanti, a Cadeira 30 da ASL foi ocupada anteriormente por Hélio Serejo.
Marisa Joaquina Monteiro Serrano é formada em Letras pela Faculdade Dom Aquino de Filosofia, Ciências e Letras – Campo Grande/MS (1968) e Pedagogia pela Faculdade Dom Aquino de Filosofia, Ciências e Letras – Campo Grande/MS (1980). Ocupou, dentre outros cargos, os de Professora, Supervisora, Diretora de escola e Secretária de Educação do Mato Grosso do Sul. Foi Vice-Presidente da OMEP/BR – Organização Mundial Para Educação Pré-Escolar (1983-1993), Delegada do MEC – MS (1985-1990 e 1991-1992); Presidente da OMEP/MS (1987-1994); Diretora-Presidente do Instituto de Apoio ao Desenvolvimento Sócio Educacional – MS (1992). É autora de duas coleções de livros didáticos: Novos Rumos em Comunicação (Ed. do Brasil – SP) e Comunicação em Língua Portuguesa (Ed. Ática – SP). Foi Vereadora de Campo Grande (1977-1982), Deputada Federal (1995-1999/ 1999-2003), Vice-Prefeita de Campo Grande (2004-2006) e Senadora da República por MS (2007-2014). É Conselheira do Tribunal de Contas do Estado de MS.

 

Aconteceu na noite de 31 de outubro p.p., às 19h30min, a solenidade aberta (comemoração) de 42 anos de fundação da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.
Como pauta do esperado evento comemorativo, que foi um dos mais concorridos: – a entrega das premiações aos ganhadores [1º, 2º e 3º lugares] do Concurso de Contos Ulisses Serra e do Concurso de Poesias Oliva Enciso da ASL (edição/ano 2013); – o lançamento da nova Revista da ASL (ed. nº 24, que foi entregue também ao público presente).
Os vencedores dos Concursos, como já anunciados anteriormente, foram:
Na categoria Poesias: 1º Lugar: “Insensatez” (autora: Sylvia Odinei Cesco – de Campo Grande/MS); 2º Lugar: “Canção do subúrbio” (autor: Paulo Henrique Benites Ramos – de Campo Grande/MS); 3º Lugar: “Divagações de Lídia” (autor: Welington Oliveira de Souza Costa – de Campo Grande/MS).
Na categoria Contos: 1º Lugar: “Bicho Pantaneiro” (autora: Zélia Vieira de Quevedo Bakargi – de Aquidauana/MS); 2º Lugar: “A noite do medo” (autor: Marcos Coelho Cardoso – de Dourados/MS); 3º Lugar: “Policarpo e a assombração do Morro da Anta” (autor: Etevaldo Vieira de Oliveira – de Camapuã/MS).
Conforme Editais/regulamentos dos concursos, os autores classificados em primeiro, segundo e terceiro lugares foram premiados, respectivamente, com 70, 60 e 50 exemplares da Revista da Academia n. 24 [que incluiu as publicações dos textos vencedores], bem como com placas alusivas às respectivas classificações.

A Fundação de Cultura do Estado (FCMS) divulgou nesta quinta-feira (10/10/2013) a relação dos escritores vencedores [por categoria] do “II Prêmio Guavira de Literatura de Mato Grosso do Sul”.
Dentre os vencedores, foram premiadas as escritoras e acadêmicas Lucilene Machado (com o seu livro “Biografia de Amores” – na categoria “Crônica”) e Raquel Naveira (com seu livro “Sangue Português: raízes, formação e lusofonia” – na categoria “Poesia”).
Conforme consta, o presidente da Fundação de Cultura, Américo Calheiros, afirma: “O aumento de obras inscritas no Prêmio Guavira este ano revela não só sua importância como o consagra já em sua segunda edição. Recebemos 120 obras de 17 estados brasileiros, um aumento significativo de 32% em relação a primeira edição. São dados que revelam que Mato Grosso do Sul alcançou suas expectativas em relação ao incentivo ao livro”.
Lucilene Machado Garcia Arf é a titular da cadeira nº 36 da ASL, e Raquel Maria Carvalho Naveira é a titular da Cadeira nº 8 da ASL.
De parabéns as duas acadêmicas.

Reconhecidos pelas respectivas atuações, os acadêmicos Abrão Razuk (vice-presidente da ASL) e Rubenio Marcelo (secretário-geral da ASL) receberam significativas honrarias. Na noite de 13/08, o escritor e advogado Abrão Razuk foi agraciado com a Medalha do Mérito Advocatício Jorge Antonio Siufi, concedida pela Assembleia Legislativa/MS, por indicação do Deputado Jerson Domingos. A importante Comenda, que leva o nome do saudoso acadêmico e advogado Jorge Antônio Siufi, foi criada pela ALMS e é destinada aos advogados que se destacam na área de sua atuação.
Já na noite de 22/08 p.p, em concorrida solenidade, o poeta/escritor Rubenio Marcelo recebeu a Medalha do Mérito Legislativo pela Câmara Municipal de Campo Grande. A honraria foi estabelecida em deliberação recente do plenário, analisando a destacada atuação literária e cultural do homenageado (em consonância com os valores de Campo Grande e MS).

Feliz, Manoel de Barros exibe Colar Acadêmico ASL

 Aconteceu recentemente a celebração da posse oficial de Manoel de Barros como Acadêmico da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – condição conferida por decisão/votação unânime da entidade. Em assembleia geral do sodalício, na tarde de 23/07, Manoel de Barros assumiu a titularidade da Cadeira nº 1 da ASL.
Na ocasião da posse, o ilustre poeta recebeu – da Diretoria da Academia – o Diploma e o tradicional Colar Acadêmico da ASL. Conforme pauta do especial evento, os acadêmicos Abílio de Barros, Henrique de Medeiros, Rubenio Marcelo e Reginaldo Alves de Araújo usaram a palavra enfatizando a representatividade da cerimônia. Os poetas/acadêmicos Henrique de Medeiros e Rubenio Marcelo saudaram em rápidas palavras o novo acadêmico, destacando as qualidades já por demais conhecidas do homenageado e a relevância do ato para a Academia e para a literatura estadual. O presidente da ASL, Reginaldo Alves de Araújo, efetivou o feito, diplomando e também saudando Manoel de Barros, que, visivelmente feliz, agradeceu a todos pela Cadeira que passa a ocupar. Também se pronunciaram na ocasião, de forma concisa, os acadêmicos Geraldo Ramon Pereira e Maria da Glória Sá Rosa.
Preparando-se para as comemorações de 42 anos de fundação, a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – contemplando Manoel de Barros como Acadêmico do seu quadro – recebe assim, com justiça, um dos mais aclamados poetas brasileiros contemporâneos, que inclusive foi premiado recentemente pela ABL (Prêmios Literários 2012) na categoria poesias.
Nascido em Cuiabá/MT (em 19 de dezembro de 1916), autor de inúmeras obras poéticas e detentor de importantes premiações culturais (dentre as quais, dois Prêmios Jabutis: 1989 e 2002) e incontáveis homenagens, Manoel de Barros começou a publicar seus livros de poemas em 1937 (livro “Poemas Concebidos Sem Pecado”). Sua obra tem sido objeto de teses, ensaios, filmes, peças de teatro e vídeos. Falando sobre o poeta, a escritora e acadêmica Maria da Glória Sá Rosa disse que “definições de poesia existem inúmeras. Nenhuma tão apropriada, tão definitiva como ‘poesia é voar fora da asa’, com que Manoel de Barros nos brinda em ‘O Livro das ignorãças’, publicado em 1993. Até hoje não me lembro de alguém que tenha condensado de forma tão perfeita o mistério, o encantamento, as ilimitadas possibilidades do fazer poético em frase tão reduzida. Principalmente a liberdade de criar e tornar infinitas as coisas mais insignificantes e perecíveis”.

release: ASL – (foto: ® Zé Enrique Guimarães)

  

 Em plenas comemorações do seu 41º aniversário de fundação, a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – de acordo com programação estabelecida – empossou na noite de 27/11 p.p. novo acadêmico recentemente eleito: o escritor e juiz federal Renato Toniasso, que foi saudado – na ocasião, em nome da ASL – pelo acadêmico Abrão Razuk. O novo imortal assumiu a Cadeira nº 23 da Academia (que estava vaga desde o falecimento de Rui Garcia Dias e que tem como patrono Sabino José da Costa).

   Empossados este ano na ASL – Na noite de 30/11 p.p., a ASL deu posse ao novo acadêmico Hermano de Melo, que foi saudado – em nome da ASL – pelo acadêmico Valmir Batista Corrêa e assumiu a Cadeira nº 14 da Academia. Antes, em 28/08 p.p. e em 25/09 p.p., a Academia empossara, respectivamente, Henrique de Medeiros (que assumiu a Cadeira nº 10 e foi saudado pelo acadêmico Rubenio Marcelo) e Elizabeth Fonseca (que assumiu a Cadeira nº 25 e foi saudada pelo acadêmico José Pedro Frazão).

   ASL 41 anos – Fundada, em 30 de outubro de 1971, pelos escritores Ulisses Serra, Germano Barros de Sousa e José Couto Vieira Pontes, a instituição surgiu com o nome de Academia de Letras e História de Campo Grande. Esta denominação predominou até o final do mês de dezembro de 1978, quando, às vésperas da instalação da nova unidade da Federação (MS), que se daria no dia 1º de janeiro de 1979, em assembleia geral, a entidade foi transformada em Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. Com 40 Cadeiras, aos moldes da ABL, a ASL mantém ao longo da sua existência uma história marcante voltada para a defesa do vernáculo e o cultivo da arte literária, zelando e incentivando todas as derivações da cultura nacional e estadual. A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras mantém atualmente projetos literoculturais importantes como, por exemplo, o “Concurso de Contos Ulisses Serra” e o “Concurso de Poesias Oliva Enciso” (ambos com inscrições gratuitas e premiações destinadas a escritores de Mato Grosso do Sul), o “Chá Acadêmico” (evento que acontece na última segunda-feira de cada mês, apresentando palestra de interesse da sociedade), o “Suplemento Cultural” e a “Revista da ASL” (já na 22ª edição), dentre outros.