ARASSUAY GOMES DE CASTRO

(Por José Pedro Frazão)

 

   Acróstico algum teria a medida para

Realçar o nome de tão alto mestre:

Aquele que hoje deixa esta seara,

Separando-se do corpo terrestre;

Sem adeus, partiu pro mundo indolor,

Um escriba sábio de real valor:

Arassuay, que foi com sublime Amor

Ilustrar as Letras do Livro Celeste.

 

Gênio sem ventura, como diz Olavo,

O imortal partiu singrando mares d`anjos;

Morreu nele apenas o servil escravo

Em que doença torpe encontrou arranjo.

Sim, mas com a Maria José, sua deusa,

 

   Deixou alegrias curando tristeza,

E feliz descansa entre mil arcanjos.

 

   Confrade, amigo e exemplar esposo,

Acadêmico ilustre sul-mato-grossense,

Semblante sisudo, mas em verve novo,

Tem no Olimpo o gozo que só lhe pertence;

Restando a nós o imortal consolo:

Ouvir sua voz num eco de suspense.

Com profundo pesar, comunicamos o falecimento do nosso confrade Arassuay Gomes de Castro.
Ex-presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, titular da Cadeira 24, faleceu, no início da noite de 17/08, aos 79 anos de idade, em Campo Grande (MS), o acadêmico Arassuay Gomes de Castro.
Natural de Cuiabá (MT), foi assessor de Gabinete da Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Era articulista da importante Revista Destaque, além de colaborador assíduo do Jornal Correio do Estado, Jornal do Brasil Central, A Crítica, Folha de Campo Grande, Edição Extra e outros órgãos de imprensa. Era também membro da União Brasileira de Escritores (UBE/MS).
Professor aposentado de língua portuguesa e latina, Arassuay Castro deixa três livros publicados: “Manual dos concursos públicos”, “A Previdência Social por perguntas & respostas”, e “Infrações e Penalidades do ICM”.
Casado e pai de três filhos, o acadêmico Arassuay Castro dizia sempre ser uma pessoa realizada na vida: “Continuo produzindo materiais como, por exemplo, artigos para o informativo do Fiscosul e Sindifisca. Minha vida é diferente de muitos aposentados que se consideram improdutivos. Gosto de tudo que fiz e faço até hoje”.

   O corpo foi velado na Capela Monte Fugi, na avenida Mato Grosso em Campo Grande, de onde saiu, às 11:00h, para sepultamento no cemitério Memorial Parque.

   

ASL
A Diretoria

 Acadêmico é homenageado no Dia do Escritor – Hélio Serejo recebeu, da Fundação Municipal de Cultura – FUNDAC, uma placa de homenagem pelo conjunto de sua obra literária exuberante e ímpar, abrangendo temas regionais e fronteiriços. Na ocasião, a FUNDAC – sob a presidência do também acadêmico Américo Calheiros – homenageou ainda os demais escritores de nosso Estado, com a inauguração da “Estante da Literatura Sul-Mato-Grossense”, agora parte do acervo da Biblioteca Pública Municipal (situada no Horto Florestal), o que vem ressaltar a importância da nossa Literatura e, sobretudo, das bibliotecas no âmbito sócio-cultural.
Estante, que recebeu o nome do ilustre acadêmico escritor e autêntico historiador Hélio Serejo, possui um acervo de mais de 1.000 volumes de obras resgatando – em verso e prosa – a nossa produção literária regional.
No concorrido evento, que – dentre tantas autoridades – contou com a presença do prefeito Nelsinho Trad, o presidente da FUNDAC, acadêmico Américo Calheiros, afirmou com sabedoria: – “Promover a leitura e a informação é o primeiro passo para se consolidar a cidadania e desenvolver o senso crítico”.
O prefeito de Campo Grande enfatizou que “A leitura é uma ferramenta para se chegar ao conhecimento e à cultura através das obras produzidas pelos nossos escritores”.
Representando a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, o presidente Reginaldo Alves de Araújo lembrou que a primeira biblioteca foi datada de três milênios atrás, construída pelos faraós, e a primeira biblioteca pública consta da época de Júlio César na Grécia Antiga: – “Desde esses tempos o livro é tido como um amigo do homem”.
Já Helita Lemos Serejo Fontão, filha do homenageado, leu a placa concedida a Hélio Serejo destacando, emocionada, a poesia do pai: “A velhice me alcança, mas para dizer do meu amor encerro em versos”.
A Biblioteca Pública Municipal está aberta aos visitantes de terça a sexta-feira, das 7h30 às 18 horas; na segunda-feira, das 13 horas às 17 horas, e também aos sábados no período matutino, das 8 horas às 12 horas.

 

ASL
A Diretoria

Com o Espaço Cultural da Academia lotado, em noite memorável, foi lançada a Revista da ASL nº 7. O evento foi aberto pelo Secretário-Geral da Entidade, escritor Rubenio Marcelo, que proferiu um forte discurso enfocando a importância da Revista (e de outros projetos acadêmicos) e destacando a função da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras para a sociedade em geral.Em seguida, a palavra foi passada para o Presidente, escritor Reginaldo Alves de Araújo, que também discursou e deu continuidade à programação.
Houve grandes apresentações artísticas e também uma homenagem especial à saudosa acadêmica Oliva Enciso, falecida recentemente. No local foi montada uma exposição de pertences e homenagens/medalhas recebidas pela escritora, bem como algumas das suas principais obras.
Homenagearam Oliva Enciso os acadêmicos Geraldo Ramon Pereira e Maria da Glória Sá Rosa. Foram instantes marcantes e dosados de muita emoção, principalmente quando uma representante da família Enciso (que compareceu em peso) agradeceu – em prantos – as homenagens prestadas pela Academia.
Discursaram também o ex-presidente da ASL, Dr. Leal de Queiroz (que foi o responsável pela criação da Revista e pela atual modernização da Academia), e Heliophar Serra (acadêmico irmão de Ulisses Serra – este, fundador da Academia).
Além dos membros da ASL e seus familiares, marcaram presença diversas autoridades culturais, educativas e jornalísticas, bem como outros convidados.
Ao final, além da entrega gratuita das revistas, foi servido um coquetel para todos os presentes, que também aproveitaram o ensejo para conhecer as dependências da imortal “Casa Luiz Alexandre de Oliveira“.
Foi realmente uma noite de sucesso, marcada com muito brilho e digna de registro nos anais desta mais alta e representativa Entidade Cultural do nosso estado, a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.

Os italianos vão saber como a natureza é sábia, como ela enfeita o Pantanal, como auxilia seus irmãos e também como se defende de seus agressores. É o que mostra o romance ecológico Tuiuiú, my brother, do acadêmico José Pedro Frazão, a ser traduzido e editado na Itália através de projeto universitário da pesquisadora italiana Francesca Faillare.
O livro novelesco, quase uma epopéia que celebra a aventura heróica protagonizada por um pequeno tuiuiú (ave símbolo do pantanal), mostra muito mais beleza e atrativos da flora e fauna pantaneiras, mas não se omite de denunciar as agressões humanas contra a natureza, inclusive tráfico de animais e o mau exemplo ecológico dos “brothers” norte-americanos.
Em apenas um dos capítulos a fábula foge propositalmente à linha do maravilhoso para narrar com detalhes uma bizarra e verossímil cena em que uma cobra sucuri devora um caçador.
Tuiuiú, my brother, o segundo livro do gênero do escritor José Pedro Frazão, foi editado em 2001 pela editora da Universidade Católica Dom Bosco/MS e será lançado em toda a Europa, iniciando pela Itália em 2006.
Em 2002, o livro foi colocado pela UCDB em circuito nacional abrangendo 180 universidades, inclusive universidades católicas de Portugal e Espanha, além de ter sido inscrito pela instituição para o prêmio Jabuti/RJ em 2003. O autor, que é membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras e que também escreveu o romance “Nas águas do Aquidauana eu andei”, com três edições, esteve recentemente no Paraná participando de debate sobre sua obra com alunos do curso de turismo. Frazão também está ultimando o romance “O filho do Padre Mário” – obra inédita prefaciada pelo escritor Viriato Moura, a ser lançada em Porto Velho, em parceria com a Academia Rondoniense de Letras.
Sobre o Tuiuiú my brother, a novidade é que o texto em italiano deverá mostrar a prosa sul-mato-grossense, as belezas ecológicas sob a ótica do imaginário pantaneiro em todo o território da Itália, no estado do Vaticano, na república de San Marino, parte da Suíça e na ilha francesa da Córsega, regiões onde o idioma italiano é mais falado. Segundo a professora Francesca Faillace, pesquisadora responsável pelo projeto, já existem editoras italianas interessadas nos direitos da obra de José Pedro Frazão, pois é grande o interesse de seu país pela literatura brasileira. Para ela, que veio ao Brasil em 2004 e está publicando sua monografia sobre o pantanal, através de intercâmbio universitário binacional, a nova edição de Tuiuiú, my brother poderá ser difundida, além da Itália. Em boa parte da Europa e também no continente americano, inclusive nos Estados Unidos, Canadá e Argentina, são numerosos os imigrantes italianos que ali se fixaram.
O escritor José Pedro Frazão disse estar muito contente e surpreso com a repercussão do seu trabalho fora do Estado e com o vôo internacional do “Tuiuiú”. Ele enfatizou que esse projeto de pesquisa da professora Francesca se antecipa à proposta de tradução americana do livro junto à Universidade Estadual do Texas e é bom porque o Italiano é uma língua neolatina, ou seja, deriva da evolução do latim vulgar, tal como o francês, o castelhano e o português. “O que era apenas um dialeto toscano florentino passou a ser chamado “italiano” e acabou tornando-se língua nacional graças à influência de Dante Alighieri, que lhe deu foro de língua literária através de sua famosa obra A Divina Comédia” – concluiu.
O forte apelo ecológico e o estilo narrativo de Tuiuiú my brother, que tem ilustração fotográfica de Sirnay Moro e arte de capa da artista Anelise Godoy, vêm chamando a atenção da crítica e, aos poucos, ganhando dimensão internacional. A primeira edição do romance está esgotada (restam apenas alguns exemplares no recanto Pantaneiríssimo, em Aquidauana) e a segunda edição, que seria destinada às escolas públicas, em projeto cultural sugerido pela então deputada Simone Tebet e elaborado pelo teatrólogo e acadêmico Paulo Correa de Oliveira, continua aguardando sinalização positiva do Fundo de Investimento Cultural de Mato Grosso do Sul – FIC/MS para 2006.
Enquanto aguarda a 2ª edição de Tuiuiú my brother, o leitor poderá encontrar exemplar da obra nas bibliotecas. Em Campo Grande, nas bibliotecas da UCDB, ASL e UNIDERP.
À guisa de curiosidade, publicamos – a seguir – um dos 21 capítulos deste romance da autoria do acadêmico J. P. Frazão:

   

Capítulo V
ABANDONADO NO NINHO

   Numa tarde em que saíra para pescar lambaris no Rio Nioaque, o velho tuiuiú desapareceu para nunca mais voltar. O jovem filhote ficou uma semana sem comer, triste e pensativo. Não tinha forças nem para continuar a ginástica e exercitar suas asas, nem sabia qualquer notícia do pai. No galho da peúva, a solidão do abandonado causava dó. O tempo passava vagaroso como uma pena solta ao vento. Durante o dia, para se distrair, ele acompanhava o movimento dos pássaros gorjeando ao sol; à noite, conversava com a lua, que, no seu cortejo entre folhas e nuvens, iluminava aquele ninho órfão.
No fim da tarde, quando a boca da noite engolia lentamente o sol, o canto indolente de uma cigarra misturava-se ao zumbir das abelhas; um distante uivo do lobo guará cortava a mata, até confundir-se com o temível crocitar do gavião; e o insistente coaxar dos sapos vinham lá de baixo para dizer que o mundo não se acabara. O pensamento do jovem tuiuiú, indiferente a este barulho, planava longe, até evolar-se em reminiscências. Seu triste gazear evocava a presença do pai, procurando-o, em vão, pelas frestas do ninho. E de uma janelinha que fizera com o bico, corria os olhos em direção às árvores vizinhas. Perguntava em silêncio ao pé de cedro, à aroeira e a um florido ipê amarelo, se eles não sabiam onde estava o seu pai. Nem a primavera, portadora de tanta alegria, dava-lhe a boa-nova.
Se pelo menos soubesse voar, colocaria em prática todo o conhecimento recebido do seu genitor. Mas como não tinha essa habilidade, dava asas à sua imaginação e ficava pensando como sair dali, obter alimento e defender-se dos perigos da vida. Ouvira do pai, que aprender é viver; pensar é como voar; mas voar não é como pensar. Nesse aprendizado, concebeu a idéia de que acima do conhecimento está a imaginação – a mola propulsora da criação. E para sobreviver no pantanal é preciso ter intuição, conhecimento, instinto naturalista, e, sobretudo, muita imaginação.
O filhote se lembrava de todas as lições de vida ensinadas pelo pai. Mas havia um segredo que ele não teve tempo de aprender. O velho lhe prometera contar quando ele ficasse maior, pois se tratava de um assunto de vital importância para o pantanal. Uma fórmula mágica de defesa dos animais contra o homem opressor. A única arma com que poderiam derrotar o inimigo. Este segredo, porém, o pequeno não sabia, a menos que seu pai voltasse para revelar-lhe.
Mesmo com fome e muito fraco, o tuiuiú resolveu cumprir a sua aula de ginástica naquele dia, quando, de repente, ao escurecer, chegou uma Coruja, que se acomodou num galho acima do ninho e falou, com desdém:
– Vejam que disparate! Só porque é símbolo do pantanal, esse pirralho quer ser melhor que os outros. Não consegue nem mexer as asinhas, de tão mortiço. Quem quer ser diferente da própria natureza, não merece fazer parte do paraíso ecológico. Não sabes que a lei da selva é “cada macaco no seu galho”? – zombou o pássaro noturno, referindo-se ao esforço do tuiuiú em fazer ginástica.
– Lutar para aperfeiçoar o seu dom não significa deixar de aceitar a vida como ela é – devolveu o tuiuiú, seguro de que estava faminto de comida mas bem nutrido de seus ideais.
– Quero ver como vai se virar agora, sozinho. Beleza não enche barriga – escarneceu a coruja, desesperançada de jantar aquele esperto filhote.
Dizendo isso, a intrusa saiu em perseguição a um passarinho errante, para encher o papo. O privilegiado instinto do jovem tuiuiú começou a dizer-lhe que não poderia mais contar com o pai, que não viera dormir, deixando-o sozinho na noite fria, à mercê da própria sorte. Não sabia onde adquirir forças nem para salvar a própria pele, quanto mais para levar avante o plano do pai. Ele nem imaginava que o seu velho fora pego por caçadores humanos – os mais perigosos inimigos da floresta.
A impiedade e a ganância dos marginais não levaram em conta a fragilidade e a beleza do tuiuiú, nem a sua missão de cuidar do único filho, que já era órfão de mãe. Longe dali, numa feira clandestina de Campo Grande, o pai amargava a saudade de sua última cria, a quem tanto amava. Na solidão do cárcere, procurava entender a maldade humana, mas perdoava a ignorância dos caçadores que o venderam por algum mísero dinheiro. Em silêncio, rezava ao deus Pã invocando proteção para o tuiuiuzinho. Quanto à sua própria pena, dizia-se conformado com a triste sorte: perdera a esposa baleada, um filho foi devorado pela cobra e o outro estava prestes a morrer de fome, sozinho no ninho, porque os homens quebraram a corrente da sobrevivência sadia dos animais. O seu plano de transformar o herdeiro num supertuiuiú também tinha desabado, com a tirania dos homens, e o triste pai agora só rezava para que o pequeno abandonado sobrevivesse. Os caçadores estavam destruindo o sonho de uma inofensiva ave que só queria aperfeiçoar o vôo de sua raça e melhorar a imagem do pantanal.
Preso e vendido juntamente com outras aves, o tuiuiú foi confinado num quintal urbano, onde se tornou a maior atração visual do terreiro de uma pousada. Os bichos serviam para embelezar o ambiente e distrair pessoas, numa espécie de zoológico particular para turistas em trânsito. Nas esporádicas refeições, davam a ele pedaços de peixes congelados. Suas asas foram podadas para que não fugisse. Porém, o que mais lhe doía era a saudade do filho.
Certa feita, em pleno delírio de dor e angústia, bateu as asas do pensamento e teve uma visão esplêndida que o acalentou: ele viu o seu filhote bem adulto, forte e bonito, fazendo uma decolagem impecável, jamais realizada por nenhuma outra ave do pantanal. As imagens voavam em sua mente, mostrando-lhe o pequeno tuiuiú como o rei do espaço aéreo. Naquele instante, esboçou um sorriso de satisfação e desfaleceu de fraqueza, acreditando que deus Pã o tinha ouvido e certamente cuidaria de seu filho. Restava-lhe a convicção de que a natureza sempre cuida dos seus desvalidos. Sempre quando se via em dificuldades ou se lhe faltava algo, tuiuiú costumava dizer “Deus proverá”, e os seus objetivos sempre eram alcançados, milagrosamente, por força daquelas palavras.

Acadêmico Reginaldo Alves de Araújo comanda festa do 5º aniversário do Jornal Arauto:
Em noite de gala, o atual presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, acadêmico Reginaldo Alves de Araújo, comandou a festa do 5º aniversário do Jornal Arauto, que é um órgão literário editado pela ANE/MS (Associação dos Novos Escritores de MS), cuja entidade também é presidida por Reginaldo.
O evento, que outorgou diplomas a 21 sócios beneméritos do referido Jornal Cultural, aconteceu na ACP (Campo Grande) na noite de 05.03.2005, e além da presença de grandes personalidades, contou com o show musical de Rubenio Marcelo, Geraldo Espíndola, João Fígar, Adir Guimarães e Délio (da dupla Délio e Delinha). O acadêmico Guimarães Rocha e o poeta Ruberval Cunha também fizeram performances literárias.

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, irmanada ao Instituto Histórico e Geográfico/MS, deseja mais uma vez manifestar – neste 2005 que ora se inicia – todo seu sentimento de gratidão à pessoa do saudoso acadêmico e jornalista, Prof. J. Barbosa Rodrigues, que incluiu gentilmente em seu jornal Correio do Estado (o mais nobre do Centro-Oeste brasileiro) esta página “Suplemento Cultural”, já com mais de três décadas de publicação ininterrupta, cujo objetivo precípuo – o de divulgação da produção lítero-cultural regional dos acadêmicos – vem sendo respeitado e preservado religiosamente por seus familiares.

Local: Rádio Clube Cidade (centro de Campo Grande) – na noite de 13.12.2004.
Etapas do evento:
1 – Homenagem e agradecimento da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras e Instituto Histórico e Geográfico/MS ao Sr. Prefeito de Campo Grande, que recebeu uma placa;
2 – Entrega – feita pelo Prefeito de Campo Grande, André Puccinelli – do “Colar do Acadêmico” para os membros da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras;
3 – Premiação dos ganhadores do Concurso de Contos Ulisses Serra, promovido pela ASL;
4 – Doação das Cestas Básicas da Cultura (40 cestas com 40 livros cada uma) para instituições selecionadas (Projeto “Cesta Básica da Cultura”, da autoria do acadêmico e Presidente da FUNCESP, Américo Calheiros);
5 – Coquetel de confraternização dos acadêmicos, familiares e convidados.

De autoria do escritor Reginaldo A. de Araújo, eis o título do livro, cujo lançamento – em concorrida “noite de autógrafos” do dia 12 p.p., na Igreja N.S. de Fátima, – reuniu significativo número de pares da ASL, além de outros intelectuais, autoridades e amigos de ambos os acadêmicos laureados: biografado e autor. Nosso presidente Leal de Queiroz, prefaciador da obra, encerrou com chave de ouro nossos lançamentos literários de 2004.


Está sendo distribuído o número 6 da Revista da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, com textos dos acadêmicos Américo Ferreira Calheiros, Reginaldo Alves de Araújo, José Pedro Frazão, Lucilene Machado, Zorillo de Almeida Sobrinho, Guimarães Rocha, Rubenio Marcelo e Abílio Leite de Barros.
O escritor sul-mato-grossense homenageado neste número é Lino Villachá, faleci-do em 1995, que deixou obras de refinado lirismo, principalmente na sublimação da dor, do sofrimento (era portador de hanseníase desde os doze anos), consciente de que tinha uma luz superior para iluminar muitos caminhos, como escreveu: “De repente dou-me conta de que sou dono de um poder importante e valioso. Algo imperecível a que nem mesmo uma cadeira de rodas constitui empecilho. Nem um leito. Nem surdez ou cegueira. Imobilidade ou rigidez. Abro clareiras. Acendo trevas. Atravesso a Morte. Renasço para a vida.”