A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras / ASL e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul / UFMS anunciaram a efetivação da ação “Música Erudita e suas Fronteiras”, dentro do projeto Movimento Concerto. O presidente da ASL, Henrique Alberto de Medeiros, e o pró-reitor de Extensão, Cultura e Esporte da UFMS, Marcelo Fernandes Pereira, anunciaram a iniciativa – que irá unir as duas instituições no estímulo e difusão aos estudos musicais em Mato Grosso do Sul.

Serão sete apresentações este ano, todas durante os Chás e Rodas Acadêmicas que são realizadas pela ASL sempre nas últimas quintas-feiras de cada mês, até novembro. Segundo Henrique de Medeiros, a parceria entre a ASL e a UFMS enriquece a cultura estadual pela qualidade das duas entidades, e valorizará ainda mais as atividades da Academia. Para Marcelo Fernandes, o conceito proposto oferecerá ao público campo-grandense uma enorme diversidade de repertório, com especial atenção à música erudita brasileira, “tão rica e ainda pouco divulgada”.

O pró-reitor da UFMS, Marcelo Fernandes, e o presidente da ASL, Henrique de Medeiros

O tema abordado pela ASL e UFMS no projeto “Música Erudita e suas Fronteiras” enfocará o repertório tradicional europeu, incluindo música de câmara, sinfônica, sacra, medieval e armorial. Abordará ainda a produção erudita brasileira e suas inspirações nacionais, como a música urbana e rural do período colonial, imperial e da primeira república, com apresentação dos corpos docente e discente da UFMS, além de eventuais convidados.

Segundo o professor e pró-reitor Marcelo Fernandes, as fronteiras da música erudita são amplas e dizem respeito especialmente ao processo e tratamento que as obras recebem por parte dos intérpretes e arranjadores. Desta forma, é ainda possível um recital com arranjos elaborados das conhecidas canções brasileiras; “assim, Pixinguinha, por exemplo, pode ser abordado como um compositor popular ou erudito, dada a riqueza de sua obra a as possibilidades de abordagem que ela oferece. Da mesma forma, um tema popular como Samba pode servir de material para uma grande obra sinfônica ou camerística”.

As apresentações vão abordar o repertório tradicional europeu e a produção erudita brasileira

A primeira apresentação do projeto será na quinta-feira, dia 25 de Maio, abrindo o Chá Acadêmico do Mês a ser realizado pela Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e que terá como tema literário “A Literatura Brasileira na França” – com a escritora douradense Mazé Torquato Chotil, radicada em Paris por quase quarenta anos.

Serviço

Chá Acadêmico da ASL 

Projeto “Música Erudita e suas Fronteiras”

Dia 25 de maio de 2023, às 19h30min

ASL, Rua 14 de Julho, nº 4653 (Altos do São Francisco)

Entrada franca

“Rio Paraguai – Rio de Guerra e de Paz –” é o tema da palestra do Chá Acadêmico mensal da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – ASL, nesta quinta-feira, dia 27 de abril, às 19h30min. O convidado será o escritor e poeta Athayde Nery, que terá ao seu lado as participações especiais de Geraldo Espíndola, Jerry Espíndola e os Cancioneiros do Rio Paraguai. O evento será realizado no auditório da ASL, na rua 14 de julho, 4653, nos Altos do São Francisco.

A apresentação abordará poesia narrativa de Athayde ao lado de canções significativas de nossa região desde o folk à polca rock, o chamamé e a polca paraguaia com a participação de Geraldo, Jerry e os Cancioneiros. Segundo Athayde Nery, a poesia que será narrada “vem sendo construída como sendo a vida do nosso querido Rio Paraguai no seu fluir quilométrico até se encontrar com o seu irmão Rio Paraná”.

Para Athayde, “nesse caminho para o mar, o Rio Paraguai é testemunha ‘corporal e emocional’ do nosso nascimento como pantanal, e todas as suas riquezas, fases e ocupações humanas desde os indígenas até os estrangeiros para que nos tornassemos brasileiros e matogrossulenses”. O escritor, poeta e advogado Athayde Nery possui vários livros publicados, e foi presidente da Fundac, presidente do Conselho Municipal de Cultura de Campo Grande e secretário executivo do Fórum Nacional de Secretários de Cultura das Capitais.

Geraldo Espíndola e Jerry Espíndola possuem expressão nacional e são dois dos mais reconhecidos nomes do cenário musical sul-mato-grossense; o trio Cancioneiros do Rio Paraguai foi recentemente formado pelos artistas Victor Hugo de Lá Sierra, Dario de Lá Sierra e Abel Baez.

A ASL

A Academia Sul-mato-grossense de Letras – a mais alta e representativa entidade literocultural estadual – comemorou recentemente seu cinquentenário. A ASL disponibiliza ao público, com entrada franca, a Roda Acadêmica e o Chá Acadêmico da ASL, sempre na última quinta-feira de cada mês.

Serviço

 

Chá Acadêmico da ASL 

“Rio Paraguai – Rio de Guerra e de Paz –”

Dia 27 de abril de 2023, às 19h30

ASL, Rua 14 de Julho, nº 4653, Altos do São Francisco.

Entrada franca

 

Tendo a arte poética como destaque, a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – ASL dará início na quinta-feira, dia 30 de março, às 19h30min, à sua série de Chás e Rodas Acadêmicas de 2023. Nesta abertura das atividades, o convidado será o poeta e acadêmico Rubenio Marcelo, que tecerá considerações sobre o tema: “A Poesia como ofício”, enfatizando relevantes aspectos deste gênero literário e expondo características da sua obra poética, bem como reflexos da poesia na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.

Realizados no auditório da ASL, na rua 14 de julho, 4653, os Chás Acadêmicos e as Rodas Acadêmicas de 2023 terão apresentação sempre nas últimas quintas-feiras dos meses de março a novembro. O palestrante do Chá de março, Rubenio Marcelo, é poeta, ensaísta e compositor, sendo imortal da Cadeira nª 35 da ASL. Antes da palestra, haverá performance de improviso poético Guaicuru com o artista Ruberval Cunha.

O convidado: Rubenio Marcelo é autor de vários livros de poesia, destacando-se nas suas obras autorais mais recentes: “Graal das Metáforas”, “Horizontes D’Versos”, “Voo de Polens”, “Veleiros da Essência”, “Palavras em Plenitude” e “Vias do Infinito Ser”, este – já em 2ª edição – livro indicado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) como leitura obrigatória para os Vestibulares 2020/2021/2022 (e para o triênio do PASSE).

Em 2018, Rubenio esteve em Portugal, onde a convite lançou suas obras no Departamento de Línguas e Cultura da Universidade de Aveiro, ocasião em que também ministrou pauta explorando este tema “A Poesia como ofício”, para alunos e professores daquela Universidade portuguesa.

Foi Conselheiro Estadual de Cultura de Mato Grosso do Sul e é um dos vencedores, com poema autoral, do tradicional concurso literário “Noite Nacional da Poesia”. Recentemente, esteve na Argentina, onde a convite integrou o Festival Internacional de Poesia de Buenos Aires, juntamente com outros poetas de vários países também convidados.

A entrada é franca. Embora sem nenhuma obrigatoriedade, é sempre recomendável o uso de máscaras.

Serviço:

ASL apresenta “A Poesia como ofício”, com Rubenio Marcelo

Dia 30 de março de 2023, às 19h30min

Sede da ASL (entrada gratuita; traje esporte)

Rua 14 de Julho, 4653, bairro Altos do São Francisco, Campo Grande

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras irá encerrar suas atividades anuais neste sábado, dia 10 de dezembro de 2022, às 19 horas, com apresentação do Encontro de Corais Natalinos. Haverá participação de cinco corais de renome de Campo Grande. A coordenação do evento está sob a responsabilidades do acadêmico Américo Calheiros e a organização está a cargo do regente Luis Quirino. O evento é presencial e será realizado com entrada franca no auditório da sede da ASL, na rua 14 de Julho, 4653, nos Altos do São Francisco.

Os corais participantes são, pela ordem de apresentação: Coral Educandário Getúlio Vargas e Coral Fronteiras Abertas, ambos sob a regência do maestro Orion Cruz; Coral Casa de Sheyla regido por Fábio Bernobique; Coral Sra. de Fátima sob a regência de Simone de Carvalho Gomes; e Coral Canto Livre – Bella Idade sob a referência de Luis Quirino.

A intenção da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras em celebrar o fim de ano junto à comunidade estadual busca uma noite de encantamento, em que o espírito natalino se faça presente através de tradicionais músicas da época, como Adeste Fideles, Noite Feliz, Noite Santa, Linda Noite, Natal Branco, Linda Festa, Noite Santa, Cantata Cabocla e Ave Maria. O espetáculo, ao final, terá público e coralistas cantando juntos.

Embora não obrigatório, é sempre recomendável o uso de máscaras.

Serviço:

ASL apresenta Encontro de Corais Natalinos

Dia 10 de dezembro de 2022, às 19h30min

Sede da ASL (entrada gratuita; traje esporte)

Rua 14 de Julho, 4653, bairro Altos do São Francisco, Campo Grande

Com importante participação em diversas áreas culturais e artísticas de Mato Grosso do Sul, a obra da poeta e ensaísta Lélia Rita Figueiredo – que ocupou a cadeira 27 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – será abordada em evento presencial da Roda Acadêmica deste mês da ASL, no auditório da instituição. Esta edição terá a participação dos acadêmicos Américo Calheiros, Lenilde Ramos e Marisa Serrano; dentro de um formato de apresentação interativa, relembrarão textos autorais de Lélia Rita, cuja produção literária em verso e prosa teve grande destaque e reconhecimento.

Em programação com entrada franca, a Rosa Acadêmica será realizada nesta quarta-feira, dia 30, a partir das 19h30min. Lélia Rita Euterpe de Figueiredo Ribeiro foi Diretora do Departamento de Cultura de Mato Grosso do Sul, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e criou, fundou e dirigiu de 1996 a 2006 a Casa da Memória Arnaldo Estevão de Figueiredo; presidiu também a Associação de Artistas Plásticos, como fotógrafa, tendo idealizado e executado programa de Expedição Cultural/ Artística, itinerando por várias cidades e estados do país e aldeias indígenas, integrando os mais diversos setores de vida cultural e artística, para revelar e difundir o Mato Grosso do Sul e sua bela natureza.

Participantes desta Roda, os imortais Américo Calheiros, Lenilde Ramos e Marisa Serrano estudaram profundamente a obra de Lélia Rita Figueiredo, e o trabalho de sua produção literária em mais de uma dezena de livros será abordado, principalmente sua vertente poética. Foram unânimes em destacar a importância da saudosa acadêmica Lélia Rita, que realizou alguns dos primeiros programas e projetos de Levantamento do Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico de MS.

Acadêmicos Lenilde Ramos, Marisa Serrano e Américo Calheiros

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras tem sede na rua 14 de Julho, 4653, nos Altos do São Francisco, em Campo Grande. Comemorou recentemente seu Cinquentenário, sendo referência cultural em Mato Grosso do Sul. Disponibiliza frequentemente com entrada franca ao público, além de outras pautas literoculturais, a Roda Acadêmica e o Chá Acadêmico da ASL. Maiores informações no site institucional: www.acletrasms.org.br

Serviço:

Roda Acadêmica da ASL sobre Lélia Rita Figueiredo

Dia 30 de novembro de 2022, às 19h30min

Sede da ASL (entrada gratuita; traje esporte)

Rua 14 de Julho, 4653, bairro Altos do São Francisco, Campo Grande

A valorização da Literatura nas grades escolares e o incentivo ao estudo de autores regionais pelas secretarias de Educação Estaduais e Municipais dos Estados brasileiros foram dois dos temas defendidos pelo presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – ASL, Henrique Alberto de Medeiros Filho, durante o Encontro de Academias Estaduais de Letras do Brasil Central e Convidados, evento promovido em Goiânia pela Academia Goiana de Letras – AGL, em outubro de 2022.

Da esquerda para a direita, os presidentes das Academias Estaduais de Letras de GO, José Ubirajara Galli Vieira; de TO, Mary Sônia Valadares; de MT, Sueli Batista; de MS, Henrique Medeiros; do ES, Ester Vieira; e do RJ, Sérgio Fonta

Também palestrante no evento, com o tema “Oportunidades a ameaças enfrentadas pela literatura diante das novas mídias e os suportes”, o publicitário, jornalista e escritor Henrique de Medeiros teve dinâmica participação no Encontro, que publicou no seu encerramento a Carta de Goiânia, com resultados e propostas pela Literatura no país, contendo sugestões de todos os presidentes de Academias participantes do evento, coordenado pela ex-presidente da AGL, Lêda Selma de Alencar, e gerido por José Ubirajara Galli Vieira, presidente da AGL.

O Encontro teve a participação de seis presidentes de Academias (Espírito Santo, Ester Vieira; Goiás, Ubirajara Galli; Mato Grosso, Sueli Batista; Mato Grosso do Sul, Henrique Medeiros; do Rio de Janeiro, Sérgio Fonta; e Tocantins, Mary Sônia Valadares), sendo todos palestrantes à excessão do presidente da Academia Goiana. Com a participação de vários escritores goianos, o Encontro teve ainda palestras de abertura – com o professor doutor da UFG, Eguimar Felício Chaveiro, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás – e de encerramento – com o escritor e decano da AGL, Gilberto Mendonça Telles.

Lêda Selma (ex-presidente da AGL); Mary Valadares (presidente da ATL); Ubirajara Galli (presidente da ASL) e o presidente da ASL, Henrique de Medeiros, na mesa formada para a palestra da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras

Ao final do evento, surgiu a proposta por parte da presidente da Academia e Letras de Mato Grosso, Sueli Batista, de realização de uma segunda edição do Encontro em Cuiabá, em setembro de 2023. Dentre as propostas discutidas no evento, o presidente da ASL, Henrique de Medeiros, destacou ainda incentivo à leitura e maior intercâmbio entre as Academias Estaduais de Letras entre si e junto à Academia Brasileira e Letras – ABL.

Ainda a se destacar no Encontro, a participação e o relacionamento com os meios de comunicação feito pelo escritor Ademir Luiz da Silva, presidente da UBE-GO, e os trabalhos secretariados pelo primeiro secretário da AGL, Nasr Chaul.

Da esquerda para a direita, ex-presidente da AGL, Lêda Selma de Alencar; José Ubirajara Galli Vieira, presidente da AGL; presidentes das Academias de MT, Sueli Batista; de MS, Henrique Medeiros; o escritor e decano da AGL, Gilberto Mendonça Telles; presidente da Academia de TO, Mary Sônia Valadares; professor doutor da UFG, Eguimar Felício Chaveiro, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás; presidentes das Academias do ES, Ester Vieira; e do RJ, Sérgio Fonta; e Ademir Luiz da Silva, presidente da UBE-GO

No encerramento do evento foi lida a “Carta de Goiânia”, documento-síntese do Painel Literário:

Carta de Goiânia

Três dias iluminados pela primavera – 19, 20 e 21 de outubro de 2022 –. Todavia, a luz não se disseminava, apenas, na Casa Colemar Natal e Silva, sede da Academia Goiana de Letras/AGL, situada em Goiânia, na emblemática Rua 20, 175, Setor Central. A luz também emanava da alegria da Entidade em receber ilustres presidentes das Academias de Letras do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Espírito Santo e Rio de Janeiro, além de especiais convidados, para o PAINEL LITERÁRIO do Brasil Central e Convidados – Encontro de Academias de Letras –, sonho antigo da confraria.

José Ubirajara Galli Vieira, presidente da AGL, saudou, com boas-vindas e agradecimentos, os participantes do evento e declarou abertos os trabalhos. Três dias inteiros de congraçamentos, trocas de impressões, opiniões, experiências, debates. Momentos memoráveis, com relevantes conteúdos em palestras substanciosas, abrangentes, provocativas, enriquecedoras. Cada Painel Literário, destacado pelas peculiaridades do tema e importância das propostas, bem exposto nas falas dos palestrantes.

Dia 19

– Às 10h – O primeiro Painel, A ocupação humana do Cerrado e a narrativa decorrente, desenvolvido pelo geógrafo, Prof. da UFG, Dr. Eguimar Felício Chaveiro, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, resultou em instigantes questionamentos: 1) Quais as consequências de uma ocupação humana que não leva em conta o respeito ambiental? 2) Dizimação ambiental – há alguma recuperação possível? 3) É possível existir uma civilização apartada da Natureza?

– Às 14h30, Sueli Batista dos Santos, que preside a Academia Mato-Grossense de Letras, discorreu sobre A participação da mulher na vida acadêmica. Ao final, ela propôs: 1) Refletir sobre a expansão do espaço da mulher na vida acadêmica e na vida cultural como um todo. 2) Realizar bienal com obras de escritores das Academias de Letras, com exposições para públicos diversificados. 3) Reivindicar ao poder público aquisição e distribuição de obras dos acadêmicos visando ao compartilhamento do conhecimento, estímulo à pesquisa social e científica e à conservação do patrimônio cultural. 4) Fundar a Federação Nacional das Academias de Letras, ampliando-se os intercâmbios.

– Às 16h – a escritora Ester Abreu Vieira de Oliveira, presidente da Academia Espírito-Santense de Letras, versou sobre São José de Anchieta, no Espírito Santo, poeta e dramaturgo. 1) Reflexão sobre sua obra. 2) Como interpretar sua figura dentro da literatura brasileira? 3) Qual o papel da centenária Academia Espírito-santense de Letras, no cenário cultural brasileiro.

Dia 20

– Às 10h – Nesse terceiro Painel, O papel das academias de letras no Brasil foi abordado pelo escritor e presidente da Academia Carioca de Letras, Sérgio Fonta, que, antes, buscou, no passado, antigas academias, a começar pela primeira, a de Platão, na Grécia, para depois visitar as atuais, cujas dificuldades limitam suas atividades e execução de projetos. 1) A importância da força do Estado para estimular e dotar as academias literárias com aportes que lhes permitam realizar uma caminhada exitosa. 2) Situação deficitária de algumas instituições culturais. 3) Que mecanismos oficiais podem ser realizados visando ao seu melhor desempenho cultural. 4) Alerta para a não supervisão das redes sociais e da internet.

– Às 14h30 – a escritora Mary Sônia Valadares, presidente da Academia Tocantinense de Letras, enfocou O papel das academias na vida cultural das cidades novas. 1) Como pensar a atuação de sua Academia de Letras na vida cultural da cidade e do Estado? 2) Como articular sua função cultural de defensora das tradições linguística e cultural? 3) E as novas dinâmicas sociais, movidas por novidades tecnológicas e constantes mudanças nos registros linguísticos?

– Às 16h – Escritor Henrique Alberto de Medeiros Filho, presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, expôs as Oportunidades e ameaças enfrentadas pela literatura diante das novas mídias e os suportes. Em sua fala, propôs: 1) Valorização da Literatura nas Grades Escolares públicas. 2) Incentivo das Academias Estaduais, no destaque à Literatura e Leitura. 3) Participação das Academias nas redes sociais para maior empatia com suas regiões em relação ao conhecimento de seus escritores e obras com vistas à maior difusão, popularização e conhecimento. 4) Desenvolvimento de um trabalho para maior intercâmbio e interrelacionamento entre as Academias, o que diminuirá distâncias e desinteresses. 5) Aglutinação de esforços das Academias Estaduais de Letras de todo o Brasil, junto à Academia Brasileira de Letras/ABL, despertando-a para a importância da aproximação e intercâmbio da Casa Nacional com as Casas Estaduais, por meio de convênios ou atividades em prol da literatura e da Leitura, destacando-as em seus aspectos regionais e nacionais.

Dia 21

– Às 10h – Encerrando, com ‘chave de ouro’, o evento, diga-se, de máxima significação para a Literatura, pois abriu um olhar mais amplo para temas de interesse comum dos participantes, Gilberto Mendonça Teles, decano da AGL, palestrou sobre A visão da Poesia e sua relação com os problemas ambientais.

Conclusão:

Patentes, em um contexto geral: 1) Preocupação com o meio ambiente; 2) Importância, e até necessidade, de união, contatos mais estreitos e intercâmbios literários entre as Academias de Letras; 3) Dificuldades por que passam, com a falta de apoio do governo; 3) Função das Academias de Letras para a Cultura e para a sociedade. 4) Destacada, ainda, a exigência atual de inclusão das academias nas mídias.

Assim, esperam-se que as propostas não fiquem cravadas e esquecidas no papel e, sim, caminhem, voem para que o sucesso deste evento frutifique-se em expressivas conquistas e marcantes realizações.

Goiânia, 21 de outubro, primavera de 2022

José Ubirajara Galli Vieira
Presidente

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Palestra do presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras

Henrique Alberto de Medeiros Filho
Escritor, publicitário e jornalista
Cadeira 10 e presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras

Oportunidades a ameaças enfrentadas pela literatura diante das novas mídias e os suportes

Ementa: Pela carência de crítica cultural, há uma confusão proposital entre literatura e autoajuda. As redes sociais trouxeram oportunidades de divulgação da literatura, ao mesmo tempo que confunde literatura com outras escritas, como textos de mensagens, correntes etc. Com a redução das livrarias, a internet se tornou um canal de distribuição e venda eficaz. Mas ainda há poucos que cominam a ferramenta com eficácia.

Texto meramente provocativo para
participação da plateia em interlocuções

O que vamos aqui abordar termina englobando vários temas das palestras anteriores, e ainda avança pela contemporaneidade. Todas as temáticas terminam sendo discutidas e abordadas pelas redes sociais.

Como todas as outras áreas profissionais, não podemos achar que a Literatura, o Escritor, pode ignorar as redes e buscar seus caminhos para chegar ao leitor deixando de lado a internet.

Vamos provocar os conhecimentos dos presentes aqui nessa palestra. Vamos iniciar com todos acessando o site da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras e discutir um pouco sobre os assuntos e notícias ali abordados, divulgados e colocados à disposição do público para leitura.

(apresentação do site, da sua estrutura para disponibilização ao público de literatura em Suplementos, Revistas, Informações sobre a Academia, bem como histórico da ASL e de seus acadêmicos – o trabalho buscando a interface com os internautas)

● Quando se fala de literatura e de redes sociais ou internet, temos que abordar a palavra, que está antes de tudo o que se pode pensar no que diz respeito a arte.

A PALAVRA

A arte subjetiva tudo.

A obra-prima que tanto procuramos pela vida sempre é traduzida pela arte.

As belas-artes (que reúnem as manifestações artísticas das artes plásticas, a música, a poesia, a dança) buscam a tradução do sentimento humano, que trazem em seu bojo o humanismo.

Incluída pela poesia nesse contexto – entretanto –, a Literatura, com a palavra, vem antes de tudo.

Vem antes até do próprio cinema mudo, pois houve um primeiro roteiro – com a palavra – antes da própria mudez.

Antes da interpretação, da voz no palco, está a palavra: a peça teatral escrita.

Na música, temos nas suas letras as palavras – trazendo a emoção necessária -, e mesmo entre suas claves e cifras, enriquecendo desde as partituras até as canções populares.

Nas próprias artes plásticas, no seu estudo, no título que resume a obra, na pesquisa do pensar estilo, nas concepções e definições, a palavra grava, marca, lembra, relembra ou mesmo define o abstrato, na explicação do sentimento.

As belas-artes existem pela palavra. A Literatura é uma arte maior. É a arte do pensamento, do expressar sentimentos que levam a viagens intermináveis pela imaginação. A palavra une, é um poder transformador. E vem antes de tudo.

● Ao se abordar redes sociais e literatura, antes há que se procurar entender o que acontece na Educação e nos seus caminhos em relação à Literatura.

O ENSINO E A LITERATURA

No Brasil, as secretarias estaduais de Educação estão seguindo orientações do Ministério da Cultura que pretendem uma grade escolar com unificação das artes e mesmo a Gramática e Literatura, por exemplo, unidas numa mesma cadeira. Isso vem acontecendo no Estado de Mato Grosso do Sul. Ou, na criação da cadeira de artes, englobando música, artes plásticas, cultura popular, e junto a estas se encostar e abordar a Literatura. O que se vê, é a Literatura ausente enquanto componente curricular obrigatório.

É a desvalorização do pensamento, da capacidade do ser humano de se desenvolver como pessoa; é reduzir a expressão de comunidades, regiões, estados, países, continentes, é diminuir o seu conteúdo cultural.

A literatura, aquela que enobrece o pensamento, a capacidade de compreender o mundo, de extrapolar fronteiras do pensar, imaginar e do conhecimento, fica distante do seu poder principal ao deixar de ser iniciadora de leitores, iniciadora do incitar ao raciocínio humano.

Literatura não é gramática. Mas, gramática não deixa de ser matemática com as suas regras exatas. Já a Literatura não tem regras. É a palavra viajando na maionese.

A Literatura precisa de um espaço próprio nas escolas. Um espaço reservado, íntimo, para que possa se relacionar com corações e mentes. E poder transformar o ser humano e fortalecê-lo durante o seu crescimento. E ter, nos regionalismos das educações, o estudo das literaturas nacional e estrangeira, bem como a importante participação dos autores das diferentes regiões. Gerar desde criança um estímulo à autoestima, conhecimento de onde veio, do meio ao qual pertence, o local onde nasceu e suas particularidades, suas dimensões, suas riquezas culturais. Faz com que a pessoa se entenda e compreenda geosociopoliticamente.

● Quando se entende a busca pela palavra e pela literatura nas redes sociais, o que é realmente, hoje, palavra nas redes virtuais?

OS SIGNOS E IMAGENS EM SUBSTITUIÇÃO À PALAVRA

As crianças no século XXI crescem cada vez mais envoltas em mundos superficiais, descompromissados e vazios, em momentos nos quais as imagens substituem as letras e o sentimento é soterrado pela frugalidade. No hoje, isso acontecendo no envolvimento da internet.

A fotografia é uma palavra? O emoticon é uma palavra? Transmitem emoções, transmitem informações, definem instantes ou momentos. Mas fazem parte – dentro das redes sociais – de uma solidão moderna, a existência da imagem como palavra, da abreviação da fala, um, verdadeiro algorítimo que muitas vezes pode não ser de avanço, mas sim de atraso. Onde fica o processo cognitivo dentro de uma inteligência superficial?

As mídias sociais são rápidas. Um dia, a informação talvez venha mais lépida do que a velocidade da luz, no ritmo que estamos seguindo. As leituras são dinâmicas, ágeis e céleres. Mais do que quatro linhas de texto são uma eternidade. Mensagens de voz com mais do que trinta segundos são inaudíveis. A ansiedade não permite. A inquietação é drástica!

Num aplicativo qualquer de mensagens, tente colocar um texto longo ao invés de dividi-lo em inúmeros pequenos textos. Vai ter menos atenção e mesmo compreensão do interlocutor. Faça o mesmo com mensagens de voz, e experimente o resultado. Quem cria stories, quem produz um reels, quem busca passar algum significado através dos meios disponíveis nas redes não pode passar de 30, 40 segundos porque as pessoas não têm mais paciência de esperar tanto assistindo ou lendo alguma coisa.

Estudos referentes a mensagens, a stories, a posts, indicam que aquelas que contêm apenas vídeos ou imagens e aúdios ou combinam imagem e texto conseguem muito mais atenção do que as que apenas contêm palavras.

Como conseguir que uma pessoa encontre o caminho da leitura de 200 páginas de um livro quando não tem paciência de ler mais do que cinco, seis palavras num post?

QUAL É A REAL LITERATURA QUE SE LÊ NAS REDES SOCIAIS?

E o que trazem esses posts? Literatura? Ou frases ditas literárias que se aproximam do que pode se chamar de autoajuda, motivacionais, “frases-cabeça”, que simplesmente chamam atenção por conta de seu impacto imediato. Muitas vezes atribuídas a autores literários, são meras frases sem contexto com sua obra.

Ao procurarem a obra desses autores, terão empatia com o seu trabalho? Se transformarão em leitores? Os que dizem hoje que conhecem Clarice Lispector, Leminski, Drummond, Paulo Coelho, terão lido algo de suas obras? Pelo menos, ao menos, um livro completo? Metade, talvez?

A internet ajuda mesmo a incentivar a literatura?

Os textos que são publicados, basicamente de autoajuda, servem para isso?

As lives que tanto foram e ainda são produzidas falando também sobre literatura, terão apresentado bons resultados em relação a mais do que uma dezena de participantes, ou real difusão para resultados?

Na internet, as pessoas leem muito… leem muito os textos de cinco linhas e de autoajuda. Minitextos, haikais. Sucesso garantido para “influenciadores” digitais que se utilizam de frases pinçadas para buscar empatia, identificação com seguidores.

“Não me deixe ir. Posso nunca mais voltar.” Isso é Clarice Lispector, by web. Mas, será mesmo ela? Traduz sua obra? Quem se animar a ler Clarice Lispector, vai encontrar mesmo essa identificação através do seu texto literário?

O que é realmente é literatura nas redes sociais? Mesmo os grandes autores são curtidos por transformação de seus textos em minimalismos de autoajuda… identificação de resíduos de pensamentos em conteúdos descartáveis. Seus curtidores teriam aquela animação de ler um livro inteiro?

O que é a literatura nas redes sociais? Diários virtuais, pequenos textos, imagens para que seguidores se identifiquem com hábitos e pensamentos. Mas, o que realmente isso representa dentro de um raciocínio literário? O que trazem de positivo para a difusão da literatura, da leitura?

A IMPOSSÍVEL CURADORIA NO COSMOS DA WEB

O que pode ser considerado leitura? Presença dos olhos em posts nas redes sociais? Textos rápidos e superficiais? Onde está a curadoria impossível de existir nesse cosmos da web? Uma pesquisa mostra que 82 por cento de publicações literárias – em outro levantamento efetuado – são produções com texto e fotos. Há necessidade do textovisual em substituição ao audiovisual – o campeão da rede -. Imperiosamente faz-se necessária a imagem. Sem ela, os pensamentos parecem não se completar, a absorção das mensagens parece não ser completa.

A literatura pode se beneficiar da web como propaganda. Falamos dela, abordamos sua necessidade, divulgamos seus benefícios. Mas parece faltar algo para ser ouvido. A grande verdade é que temos de tudo na rede. E uma grande dificuldade de mensurar, estudar e pesquisar de forma profunda os caminhos que levam à literatura. Não são muitos os pesquisadores, as pesquisas, o direcionamento, as mudanças de comportamento e hábito são muito rápidas.

A INTERNET E SUA IMPORTÂNCIA NA VENDA DE LIVROS

Com toda essa fusão entre as mídias tradicionais e modernas e a Literatura – e seu modus operandi – envolvida entre elas, estão sendo vendidos mais livros? Pesquisas dizem que sim. Alguns relatórios recentes mostram que as vendas de ebooks cresceram na Europa 39% apenas em 2021, e com uma tendência de aumento para os próximos anos. A pandemia contribuiu para isso, de acordo com a pesquisa. E no Brasil, o crescimento foi ainda maior. Reportagem do Correio Braziliense diz que foram comercializados cerca de 8,7 milhões de e-books e audiolivros, contra 4,7 milhões em 2019. Ficção liderou a preferência, com 41%, e foi seguida pela não ficção, com 39% e Científico, Técnico e Profissional (CTP), com 20%.

Os e-books representaram 92% das unidades vendidas e os audiobooks, 8%. O conteúdo digital representa 6% do faturamento do mercado editorial – era 4% no ano passado. Nos Estados Unidos ele representa cerca de 30%. Vende-se muito. Dissecar as pesquisas é para os profissionais do mercado. Cita-se muito, entretanto, a pirataria – pela pesquisa Retratos da Leitura, os brasileiros que responderam que leem livro digital o fazem em pdf, ou seja, não pagam pelo e-book; também existe a questão tecnológica no país: o acesso à internet pela população. Há previsões de que até 2026 o mercado global de e-books deve crescer 28% em receitas.

Já em relação ao livro de papel, físico, o balanço de 2021 mostrou crescimento de 29,36% em volume, comparativamente ao ano anterior, e de 29,28% em faturamento. Foram vendidos 55 milhões de livros, que geraram receita de R$ 2,28 bilhões. Há um avanço na leitura, mas ao mesmo tempo recentes pesquisas do Instituto Pró-Livro sobre hábito de leitura apontam que as redes sociais, e não mais o cinema ou a televisão, são os principais concorrentes do livro, e percebe-se que as pessoas deixaram o hábito da leitura e direcionaram esse costume para as redes sociais.

Em 2021, as livrarias exclusivamente virtuais no país já empatavam com as vendas das livrarias físicas. E o mercado parece continuar robusto. A Nielsen Bookscan e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) divulgaram resultados do oitavo Painel do Varejo de Livros no Brasil de 2022, que indicou que, de janeiro a agosto deste ano, comparando com o ano anterior, o aumento na venda de livros foi de 6,03% no volume e 9,6%, em faturamento. Isso não significa que um balanço final seja positivo, pois em 2021 o faturamento das editoras com vendas para o mercado foi negativo: descontada a inflação, houve queda de 4%. Livros didáticos encolheram 14%.

O PROCESSO EDUCATIVO E SUA IMPORTÂNCIA NO HUMANISMO

De qualquer forma, o que temos que focar é na família e nos educadores. Nas escolas, acreditar no processo educativo brasileiro e na profissionalização e formação do professor. No entender da compreensão ampla do que o ler e educar representam. Que a leitura não se fixe apenas nas leituras técnicas, mas também na Literatura, em função do que ela pode representar para a formação humana.

O ensino da gramática é matemático. A leitura dos livros técnicos nos leva a aperfeiçoamentos profissionais. Mas, o instinto pela leitura, pelo hábito da leitura, o prazer de “ler e sair da casinha” está na Literatura. Para formar crianças, adolescentes e adultos voltados para o desenvolvimento do pensamento humanístico e o que isso pode representar para o crescimento das pessoas. Aqueles que leem saem à frente na disputa da vida. O conhecimento traz evolução pessoal e profissional. Permite que você entenda melhor o próximo e o mundo. Que você se compreenda melhor, que se aperfeiçoe. Que tenha melhor crítica e autocrítica. Que tenha a possibilidade de melhor contribuir com a sociedade e o mundo. Inclusive com a Web.*

Alguns dados aqui abordados são da Pesquisa Itaú Cultural, Flip, edição 17 da revista “Observatório cultural”, e Pesquisas Nielsen Bookscan e Sindicato Nacional dos Editores de Livros

“A divisão e implantação do Estado de MS” é o título da palestra e apresentação fotográfica que serão abordados este mês no evento do Chá Acadêmico da ASL, com entrada franca, no auditório da instituição. Esta edição terá apresentação e pesquisa feitas pelo fotógrafo Roberto Higa, que irá expor – ainda no mês comemorativo dos 45 anos do aniversário da criação do Estado de Mato Grosso do Sul – uma sequência de registros dos momentos que fizeram essa história.

O Chá Acadêmico do mês de outubro aborda a Divisão e Implantação do Estado de MS

O Chá Acadêmico deste mês será realizado excepcionalmente na segunda-feira, dia 24, a partir das 19h30min, na sede da ASL. Roberto Higa é um dos mais importantes fotógrafos do Estado, com um trabalho jornalístico que tem imenso reconhecimento por parte dos segmentos culturais do Estado, por sua força plástica e pelo imenso valor histórico de seus registros

Com auditório para 200 lugares, a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras tem sede na rua 14 de Julho, 4653, nos Altos do São Francisco, em Campo Grande. Referência cultural no Estado, a ASL comemorou recentemente seu Cinquentenário de fundação. Além de outras pautas literoculturais, a ASL disponibiliza ao público, com entrada franca, a Roda Acadêmica e o Chá Acadêmico da ASL, de março a novembro de todos os anos. Mais informações no site institucional: www.acletrasms.org.br .

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras recebeu a visita dos acadêmicos do curso de Letras da UEMS de Dourados, num encontro no auditório da sua sede em Campo Grande para maior aproximação dos corpos docente e dicente da universidade com a ASL. Recebidos pelos acadêmicos Ana Maria Bernardelli, Henrique Alberto de Medeiros Filho (atual presidente da ASL), Rubenio Marcelo e Samuel Xavier Medeiros, os estudantes foram supervisionados na visita pela professora Dra Zélia Nolasco, da UEMS.; esteve presente ainda o prof. Dr. Fábio do Vale, da Insted. Na ocasião, os acadêmicos-escritores da ASL fizeram explanação das atividades da academia estadual de letras sul-mato-grossense, e ainda houve apresentação e explanação sobre o livro Vias do Infinito Ser, de autoria de Rubenio Marcelo, que está na lista de obras do vestibular da UFMS. Os imortais, no encerramento do encontro, sortearam livros de autores da ASL, bem como do acadêmico e ex-presidente da Academia Mato-Grossense de Letras e membro correspondente da ASL Eduardo Mahon.

Os acadêmicos receberam os professores e alunos de Letras da UEMS Dourados no auditório da sede da ASL

É com pesar que a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras comunica o falecimento, aos 95 anos, em 29/08/2022, de seu acadêmico Francisco Leal de Queiroz – Cadeira nº 37 e ex-presidente desta Casa de Cultura. Natural de Paranaíba, MS, o escritor Leal de Queiróz era graduado em Direito e ocupou inúmeros cargos públicos nos dois Mato Grossos.

O acadêmico e ex-presidente da ASL, Leal de Queiroz

Por MT, foi Promotor de Justiça na Comarca de Paranaíba; Deputado Estadual; Prefeito Municipal de Três Lagoas; Secretário do Interior e de Justiça. Por MS, foi Representante de Mato Grosso do Sul em Brasília/DF; Secretário de Justiça; Secretário de Segurança Pública; e Procurador do Ministério Público Especial Junto ao Tribunal de Contas.

Leal de Queiróz era membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul; bem como da Academia Mato-Grossense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. Entre suas obras literárias, escreveu:

● Pequena História de Sant’Anna do Paranahyba
● Enquanto a Lira Tange (poesias)
● O Violino das Galeras (poesias)
● 3 Histórias
● Crônicas
● Leal de Queiroz – Poesia completa e alguma prosa

Francisco Leal de Queiroz teve ativa vida intelectual, e na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL/MS) teve como Patrono o Padre José Valentim. Leal Foi o primeiro ocupante da cadeira. Suas atividades na presidência da Casa foram marcantes, tendo sido o criador da Revista da ASL, do Colar Acadêmico e do primeiro site da ASL.

Que descanse em paz.